terça-feira, 3 de maio de 2016

2 dias sem lactose nem glúten

Em conversa com uma amiga de uma amiga fiquei a saber que por ter uma circulação sanguínea menos boa foi-lhe recomendado abster-se de produtos contendo lactose e glúten. O que despertou mais a minha atenção foi quando a médica fez a mesma observação à minha mãe.

O que me leva ao meu presente de Natal para mim mesma. Era suposto comprar uma máquina fotográfica, como tanto precisava, mas acabei por comprar um livro de culinária que me pareceu muito interessante. 

Pensei em como poderia ser motivador um dos meus novos objectivos para o novo ano ter a ver com o meu peso.

Durante a gravidez engordei 23 kg e, por estranho que possa parecer, a última vez que me pesei foi 3 dias antes do nascimento da bebé. Balança é coisa que não existe aqui em casa. Nem sei bem porquê. Simplesmente não existe e ponto.

O dia 1 de Maio ficou registado como o dia em que passaria a melhorar a minha alimentação, voltando a diversificar e introduzindo novos ingredientes, tendo em atenção a questão do glúten e da lactose. 

Primeiro tive de abastecer a despensa e depois foi tudo uma questão de imaginação. 

No final do primeiro dia senti-me vitoriosa por não ter cedido a tentações. Ao fim do segundo dia estou certa de que este pequeno objectivo irá ajudar-me todos os outros. É coisa frequente por estas bandas, começar algo e nunca terminar...










sexta-feira, 29 de abril de 2016

Um novo (re)começo!

Sim. É isso que pretendo. Um novo recomeço. Todo o tempo que estive sem escrever teve como único objectivo perceber o que queria e entender o que me motivava. Digamos que foi uma espécie de introspecção.

Tenho estabelecido pequenas metas, sempre visando uma mudança progressiva, que me permita aprender a viver de forma minimalista escutando os meus sentimentos e emoções.

Nem sempre é fácil, mas é uma questão de treino. 

Também reflecti sobre a existência do blogue. Pensei em desistir. Pensei em mudar de rumo. Pensei no rumo inicial. Pensei no porquê da sua existência. Pensei muito. E cheguei à brilhante conclusão de que não escrevo para agradar aos outros (com todo o imenso respeito que me merecem!) mas faço-o por mim e de acordo com o meu ritmo. Foi isso o que me fez voltar. 

Um dia, poderei sentar-me com um equipamento tecnológico hiper futurista e ler o que escrevi ao longo dos anos percebendo as minhas diferentes fases, relembrar momentos eventualmente esquecidos e interiorizar a mudança e a evolução. Chamo-lhe aceitação da PDI.

A minha princesa continua (e continuará) a ser a minha prioridade. Passamos todo o tempo que podemos juntas, no entanto, tenho avançado com alguns pequenos projectos que me têm alegrado e me fazem sentir eu mesma. 

Tenho descoberto ser mais criativa do que pensava e muitas ideias fervilham na minha cabeça pensadora. Mas, lá está, tudo a seu tempo. 

De momento, o rumo deste blogue será: "Os dias da nossa vida" falando de tudo um pouco. Decoração com imensos DIY, receitas com algumas novidades e a anterior descoberta de ingredientes e misturas deliciosas, comentários acerca da actualidade, explorar a mais recente rúbrica ainda sem nome "ser mãe", e tudo o demais que pareça interessante.

Todas as sugestões serão aceites como bem-vindas sempre que sejam construtivas e com o propósito de sermos melhores pessoas!

A todos um bem haja!


sábado, 26 de dezembro de 2015

Do meu novo escritório!

Com o nascimento da Leonor tive de mudar o escritório da divisão que é agora o seu quarto para o único sítio que nos pareceu adequado, o anterior cantinho das energias.

Não posso dizer que a mudança me tenha agradado já que deixei de ter tanta luminosidade para ficar escondida num cubículo. Por isso, tive de improvisar embelezando sem gastar muito e aproveitando ao máximo o que tinha disponível.

Mas, sabem que mais? Tenho descoberto um jeito para bricolages que desconhecia. Sempre achei que conseguia safar-me mas ultimamente os meus projetos têm corrido muito bem! Será da prática que vai levando à perfeição?



Um simples quadro de cortiça foi pintado a toda a volta e com cola branca fui colando tiras de guardanapo. Coloquei um conjunto de luzes para animar o espaço ao mesmo tempo que ilumina ligeiramente.









Com tudo isto tenho mais projetos em mente! ;-)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Coisas de bebé - O primeiro dente

Na semana passada a minha menina esteve com febre. Pela primeira vez tive de a assistir até recuperar. A coisa até correu mais ou menos, não fosse a gritaria nos momentos em que a febre subia. Ela gritava pois queria dormir e eu desesperava pois queria que a febre baixasse. Cheguei a colocar a toalhinha, humedecida em água tépida, na testa no momento em que a febre passou os 40 graus. Felizmente passou e já fomos brindados com um presente, o primeiro dentinho!

E isto leva-me ao colar de âmbar, que usa desde outubro, e que era suposto prevenir as crises associadas ao nascimento dos dentes. 

Antes de o adquirir fiz a minha pesquisa e não encontrei um único relato negativo daí a minha decisão a favor. 

Agora, levantamos a dúvida se efectivamente o colar vale a pena e diminuiu os sintomas associados ao aparecimento do dentinho?, ou será apenas mito? Pois, eu optei por acreditar que diminuiu os sintomas já que a Leonor não ficou assada e nem teve diarreia.

E vocês? O que pensam? Como correu a vossa experiência?



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Quadro para quarto de bebé

Acho que já partilhei aqui que estes dois últimos anos foram demasiado intensos. Para mim foi uma espécie de dois em um. Sempre que me quero situar no tempo tenho de pensar na data de nascimento da Leonor, e mesmo assim, o que fiz em 2014 parece pertencer a um passado mais remoto que tenho por hábito transferir para 2013. 

Falei do quadro que preparei para o quarto da Leonor e, como prometido, deixo foto onde podem ver as caretas lindas da minha princesinha.


Estas fotos registam o primeiro sorriso que consegui fotografar! 

O quadro foi um aproveitamento de um que tinha guardado. Retirei o fundo e o vidro. Forrei com tiras de tecido que fui colando e enrolando. Prendi os fios elásticos (que podem optar por nylon) com pioneses na parte de trás e as fotos foram presas por pequenas molas coloridas. O fio e as molas foram comprados na loja chinesa do bairro.

Também fiz estes quadros aproveitando sacos de papel oferecidos. Achei um desperdício deitar fora e sabia que ficariam bem bonitos pendurados!


E assim, é como tenho passado o tempo livre (o que tenho e o que não tenho!):


video

O vídeo foi feito de manhã e ao início da noite, depois de um passeio, a nossa menina brindou-nos com os primeiros passinhos! Ficámos muito emocionados. 



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Passaram dez meses

e a minha princesa continua a crescer linda e saudável. Antes de decidir escrever este post pensava no cómico que foi o momento de rebentarem as águas. Sei que pouco, ou nada, tenho falado sobre a maternidade e sobre o parto, talvez agora seja o momento!

Estava na reta final da gravidez, faltavam precisamente dois dias para completar as 39 semanas. Fui sozinha àquela que seria, sem eu prever, a minha última consulta. A médica fez o toque e provocou a saída da rolhão. Tive dores horrorosas. Mal falei com ela. Saí do gabinete e fui diretamente à casa de banho, prevenida que estava de eventual sangramento. 

Tinha de ir esperar pelo marido que teve uma reunião inadiável, e o tempo que esperei pareceu uma eternidade. Na paragem do autocarro as lágrimas caíam pelo rosto e, por muito que me esforçasse, eu não consegui evitar. Chorei de medo. Ansiedade, talvez. Senti-me muito frágil. Queria um abraço. Tal como agora ao relembrar aquele dia. 

Chegada a casa quis, e precisava, de descansar. Deitei-me no sofá e fiquei atenta às contrações como sugerido. Tudo muito calmo. Tudo muito normal.

Era uma sexta feira e tínhamos muito por fazer. A mãe veio ajudar a limpar o quarto da bebé. E eu, sem perceber que a bebé chegaria daí a poucos dias, retomei as minhas atividades normais.

Não me lembro do dia de sábado. Parece que fiz reset.

Domingo. Domingo é outra coisa. Lembro-me bem deste dia. Acabei a limpeza do quarto, e preparámos a decoração. Pendurámos os cortinados. Colocámos o tapete. Escolhemos os primeiros brinquedos. Montámos o muda fraldas. Organizámos o cestinho com as fraldas e produtos de higiene. E, no final do dia, estávamos prontos para receber a nossa menina.


Como podem ver, o Zeca instalou-se logo!

Passava das onze da noite quando me fui preparar para dormir. Estava exausta. Senti dentro de mim algo estranho, como se algo tivesse saído do sítio e ouvi um "Ploc". (Agora a parte engraçada!)

Comentei com o S. que me disse; "Vai dormir. Isso é cansaço. Hoje não paraste."

E fui, mas ao chegar ao fundo do corredor rebentaram as águas. 

E eu gritei: "S. vem rápido. Rebentaram as águas!" 

Ele vem ter comigo e diz: "Oh! Isso não é nada. Vai descansar."

Eu, em pânico "Mas, rebentaram as águas!!! Temos de ir para o hospital"

Ele insistia que eu tinha de descansar.

Eu queria ligar para o cunhado, recém-licenciado em medicina. Ele queria que fossemos discretos.

Foi quando me lembrei de começar a contar as contrações e fizemos um trato: se as contrações acontecessem com uma regularidade de 5 min durante 1 hora iríamos para o hospital. Ele aceitou. (Nesta parte devem estar todos a gritar: "Mas rebentaram as águas, ou seja, estás em trabalho de parto!" Eu sei, mas o meu querido achava era que eu precisava de descansar!) Claro que as contrações aconteceram a intervalos de 5 min aproximadamente. 

Imaginem o ridículo, eu sentada na cama, com uma toalha de banho por baixo. A meu lado o telemóvel para controlo do tempo. O marido ao lado a pedir para eu respirar calmamente. E a cada contração eu gemia de dor. (Até fico sem fôlego ao lembrar o que sofri)

Mas, tinha de cumprir uma hora. E cumpri. No final eu disse que tínhamos de ir. E foi só quando eu disse que a bebé podia ficar sem líquido que lhe caiu a ficha. 

Mesmo assim, ainda esperei que ele tomasse banho e se preparasse para sair. Tinha as malas preparadas, mas sabia que faltavam pequenas coisas que fui pedindo para ele colocar na mala.

Eram perto das duas da manhã quando chegámos ao hospital. Estava com dois dedos de dilatação. E continuava a sair água como se estivesse a fazer chichi sem conseguir controlar. 

Uma enfermeira veio buscar-me ao gabinete e indicou-me a casa de banho onde deveria fazer o clister e vestir a bata. Aproveitei para tomar um duche! 

Depois, foi esperar. Esperar e esperar. A cada contração eu tentava lembrar-me do que aprendi na aula pré-parto, respirar calmamente pois no momento da contração o corpo fica rígido e se respondemos à contração estamos a apertar o bebé. E eu não queria magoar a minha menina então tentava relaxar. Ao passar a contração eu só pensava no quanto me apetecia dormir. Queria fechar os olhos e dormir. 

Suportei as contrações até às sete e meia da manhã. Não aquentava mais. Estava no meu limite de dor. Sentia-me esgotada. Pedi a epidural. Estava com quatro dedos de dilatação. Entre a epidural fazer efeito e ter pedido a segunda dose, consegui descansar um pouco, mas fiquei com a sensação que o pouco que descansei foram meros minutos. É impressionante como perdemos total noção do tempo. 

Entre a segunda dose, que deverá ter sido administrada entre as oito e meia e as nove da manhã, e o nascimento da Leonor que aconteceu às onze horas e um minuto, só me lembro de a parteira ter dito: "Já estou a ver o cabelo escuro!". 

E pronto, a partir daqui foi "Não faça força!" "Faça força!". Até ter uma enfermeira quase em cima de mim a ajudar a empurrar a minha princesinha. É que ao final de onze horas de sofrimento em que quase não sentimos força vital, pedir para canalizar a nossa força para um determinado sítio é coisa descabida. Eu sabia que estava a canalizar a minha força para a bacia, mas era como se o meu esforço fosse em vão. 

E a minha menina chegou. E a nossa vida mudou. A nossa família aumentou. Chorei. Foi um misto de emoções. Não sabia se rir, se chorar. Foi ver o fim do Rita-Ser individual para o Rita-Mãe. 

E sabem que mais? Ainda hoje dou por mim a pensar: "Sou mãe!" Como se fosse coisa rara. Como se fosse o feito mais extraordinário. E é.

Para todas as mães. Para aquelas que vivem pelos filhos. Lembrem-se todos os dias que por muito especiais que sejam os nossos meninos, nós também o somos! 

Este é o meu relato. Fazes-me muito feliz e contigo e por ti tornei-me melhor pessoa. Obrigada!

Aqui fica a primeira foto que tirei!


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Frango frito com batata frita

Parece excessivamente enjoativo? Soa demasiado a frito? Foi o que me apeteceu cozinhar ontem para o jantar e garanto que não estava enjoativo e soube muito bem. Por isso, e ainda que sem foto por motivos alheios à minha vontade, decidi partilhar como preparei uma refeição simples e saborosa.

Ingredientes:
- 1 frango;
- 2 dentes de alho;
- sal q.b.;
- colorau q.b.;
- picante q.b.;
- sumo de limão;
- óleo vegetal;
- manteiga;
- batatas.

Preparação:
1/ Corte o frango a gosto;
2/ Prepare a marinada laminando os alhos e temperando com o sumo de limão, sal, colorau e picante. Deixe o frango marinar enquanto descasca as batatas (eu cortei aos cubos).
3/ Aqueça o óleo para fritar as batatas (usei o fogão, se optar pela fritadeira será bem mais rápido) e coloque óleo numa panela larga e funda para fritar o frango.
4/ Seque bem as batatas e leve-as a fritar ao mesmo tempo que coloca o frango a fritar. Não precisa estar sempre a mexer o frango, basta que vá adicionando pequenas nozes de manteiga e que o lume não esteja muito alto.
5/ Escorra as batatas em papel absorvente e tempere com sal.

Sirva acompanhado de salada.

Por vezes as refeições mais saborosas resultam de ideias simples. Afinal, less is more! 

Espero que gostem!