sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Mudanças a meio gás

É assim que têm acontecido as minhas mudanças, arrumações e remodelações: devagar devagarinho. Coisa que me irrita, pois adorava a energia com que habitualmente me entregava aos meus mini projetos. Mas atualmente, olho para as coisas e não consigo reunir forças para começar e só parar quando tenha terminado.
 
No domingo passado esvaziámos o roupeiro que servirá para a L. A papelada que não interessava foi para a reciclagem. Outra tanta foi posta de lado para digitalizar e passar para a pen. Material de escritório que não usamos coloquei de parte para dar aos sobrinhos para aproveitarem para a escola. Mesmo assim, ficaram pendentes pequenas tarefas que estão espalhadas pelo chão do escritório.
 
Ainda no domingo, decidi dar início á arrumação do futuro escritório. Esvaziei a estante que servia para acolher os livros de receitas e outros itens da cozinha como os panos e aventais. Comecei a colocar a papelada em uso diário do escritório, mas a tarefa ficou a meio pois tinha de preparar o jantar e engomar as camisas para o marido vestir durante a semana.
 
Na segunda decidi começar a lavar a roupa da L. para aproveitar o bom tempo que ainda se faz sentir. Virei tudo do avesso, abri botões, separei por tecidos e cores e fiz uma máquina de roupa com dezenas de babygrows e demais peças minúsculas! No dia seguinte acordei com as minhas alergias ao rubro. Não me consegui concentrar em absolutamente nada.
 
Na terça, fui ao limite da minha paciência. O meu Zequinha ficou muito mal e teve de ficar no veterinário. Fiquei nervosa e chorosa por ver o meu cãozinho tão fraquinho e fiquei ainda mais nervosa por, ao ligar para o veterinário, ninguém me dar um ponto de situação. Mais nervosa fiquei quando cheguei e não o ouvi ladrar. Só quando o vi fiquei mais descansada. Já na consulta fiquei a saber que o maroto esteve muito bem, que roeu não sei quantos cateteres, bem como outros dispositivos médicos. Ao sair, a assistente disse: "Tenha calma pela sua bebé!", ao que pensei: "Sabia que estou grávida e não se lembrou de me dizer apenas que o cão estava bem?", mas não quis aborrecer-me com ninguém, até porque não convém nada criar inimizades para garantir que tratarão sempre bem do meu cãozinho, além disso só queria sair dali para dar miminhos ao meu cão e levá-lo para casa.
 
E pronto, tenho tudo de novo num enorme alvoroço. Para ver se consigo motivar-me e motivar quem se encontre em situação idêntica passarei a partilhar visualmente os espaços com os antes e os depois. Alerto que as mudanças estão a acontecer quase a custo zero, e confesso estar admirada com os pequenos resultados já alcançados!

terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Destralhar = Simplificar a vida

Finalmente reorganizei a despensa que usávamos como espaço para colocar tudo o que não estava em uso e tudo o que estava em uso mas que não dava jeito andar espalhado pela casa. O propósito era que fosse transformado num espaço para as roupas da casa e objetos e eletrodomésticos associados às limpezas.
 
Nem imaginam a quantidade de coisas que separei para reciclar. Fronhas que não uso, fora. Lençóis sem par, fora. Colchas que não uso porque não gosto, fora. Tapetes que com as mudanças futuras não terão lugar, fora. etc etc etc.
 
Expliquei ao S. que tendo uma casa pequena não faz sentido acumular o que não usamos. Até porque outras pessoas poderão dar melhor uso. E pronto, foi o desespero do moço que entrou em pânico por cada monte de coisas que eu punha de parte. E isto, é para quê? Vais deitar isto fora, estás doida? Foi desesperante para ele, por ver que eu estava a fazer a limpeza sem dó nem piedade, e desesperante para mim pois separava para um lado e lá aparecia o meu acumulador para inspecionar o que estava prestes a ir porta fora.
 
Só para que tenham uma ideia do meu desespero com o meu querido acumulador, conto este episódio que quase me levou às lágrimas de tanto rir!
 
Ele: Temos de dar um jeito ao roupeiro.
Eu: Sim. Concordo. Temos ali roupa que não usamos por estar mais velha ou por não servir.
Ele: Sim. Devo ter umas quantas peças para retirar.
Eu: Boa! Então, quando puderes fazes uma escolha que eu faço o mesmo com a minha roupa e aproveito para tirar toda a roupa, lavar o roupeiro e voltar a organizar.
 
Caros amigos, ele tem montes de camisas que não usa, montes de malhas que não usa. Adivinham a quantidade de roupa que retirou para reciclar? 2 CAMISAS!!!! E disse, muito confiante de si, que nada mais tinha para retirar. E depois, fica chateado comigo quando comento que ele é um acumulador! E o que mais me lixa é que não admite!!!
 
Isto ultimamente tem sido uma loucura!

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Desafio: conhecendo-me

Agradecendo o amável convite da Marisa, fica a resposta ao desafio proposto!


Desafio

1- O que você não sai de casa sem?
Chave de casa. Por vezes, nem os documentos levo comigo, o que é um erro bem sei!
 
2- Animal favorito?
O meu cãozinho Zeca.
 
3- Sapato favorito?
Sabrinas, seja verão ou inverno. Manias!

4- Produto de maquilhagem indispensável?
Limpeza e hidratação diária.
 
5- Maior sonho?
Ser feliz!
 
6- Maior defeito?
Demasiado orgulhosa para desistir do que seja.
 
7- O que te irrita nas pessoas?
Serem os primeiros a admitir que não conseguem quando ainda nem tentaram!

8- Comida favorita?
Adoro comida italiana.
 
9- Doce ou salgado?
DOCE!!!!!!!!!!
10- O que te deixa feliz?
A verdadeira amizade!
 

11- Escolha 5 blogs para fazer este desafio.
http://almadmae.blogspot.pt/
http://coisasquefaco2014.blogspot.pt/
http://1casaencantada.blogspot.pt/
http://quotidianosdeseda.blogspot.pt/
http://silencioprotector.blogspot.pt/

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

As voltas que a vida dá!

Imaginava que com o nascimento da L. muita coisa mudaria nas nossas vidas. O que não imaginava era o rebuliço que provocaria.
 
Partilhei a novidade com a entidade patronal que aceitou relativamente bem, o pior foi no momento de decidir o futuro. Apesar de ter um contrato de trabalho, sou trabalhadora independente. Sabendo da fragilidade da minha situação, comentei com a minha chefia que pretendia continuar a trabalhar, retirando apenas um mês como licença sem vencimento e os seguintes com um horário reduzido (com redução de vencimento de forma proporcional). Não aceitaram por entenderem que com o nascimento da babé estarei mais vulnerável, a minha capacidade de concentração será reduzida, e a probabilidade de cometer erros aumentará consideravelmente. Além disso, alegaram a importância de estabelecer laços com a minha bebé. Compreendo tudo isso, mas trabalhando em casa e podendo espreitar a menina  todo o momento, confesso que não entendo o stress já que os laços não serão, a meu entender, quebrados por motivos profissionais. Sei que cada bebé é diferente, e que me pode sair na rifa um daqueles meninos que chora por tudo e por nada, mas tenho a ideia de que nos primeiros meses só comem e dormem.
 
Aceitei a decisão, apesar de ter adiantado que ainda que de baixa de maternidade seguiria atenta ao trabalho que me corresponde já que não é uma função que se possa suspender por semanas quanto mais por meses.
 
Falei com a segurança social para averiguar se teria direito ao subsídio e, uma vez tendo um plano prestacional a decorrer (que penso ser comum a todos - ou quase todos - os profissionais liberais) ainda que esteja a cumprir escrupulosamente desde o início, eis que sou informada de que não tenho direito!
 
Espantoso! Sou "obrigada" a pagar um subsídio, que não sei se terei direito a usufruir no momento da reforma já que o mais provavel é não terem dinheiro para pagar, para não falar da taxa de juro que temos de pagar pelo atraso verificado, que por si só já penaliza o beneficiário (não sei do quê, mas pronto), e ainda assim, por ter falhado no passado por motivo de responsabilidades mais prementes eis que sou duplamente penalizada.
 
Não concordo com a medida, e desabafo no meu espaço para o caso de outros estarem na mesma situação e poderem dar-me alguma dica.
 
Para já, conto, ainda esta semana, dirigir-me pessoalmente para esclarecer este assunto e apresentar uma reclamação com a sugestão de abaterem na minha dívida o valor do subsídio de maternidade a que teria direito. Claro que o não está garantido, mas logo se vê!
 
Até lá, muita sopa! :-)

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Poupanças

Apesar de detestar, é o que tenho mais próximo da porta de casa não me restando outra opção que a de decidir pelo Pingo Doce de sempre. Não tinha vales de desconto do Continente que valessem fazer uns quilómetros extra, o que ditou o resultado.
 
Fui logo às 9:00 para não me deparar com coisas e/ou situações estranhas. Agarrei num carrinho e num panfleto promocional e entrei confiante e decidida a comprar apenas o essencial com o propósito de adiantar as refeições para durante a semana e ainda aproveitar as promoções para reposição de outros bens que parecessem de interesse.
 
Gastei menos do que se tivesse ido ao hiper do costume, comprei carne, peixe, legumes, fruta, óleo, azeite, lacticíneos e outros bens e não ultrapassei os habituais 100€ que é usual gastar no Continente para as mesmas compras mensais.
 
Entretanto, atrevi-me a comprar uma pá de porco. Novidade por estas bandas. Normalmente opto por bifanas ou rojões, ou carne picada, o senhor ainda perguntou se eu preferia que ele retirasse o osso ao que respondi negativamente.
 
Isto foi o que adiantei para refeições a serem consumidas durante a semana, tendo ainda congelado parte delas:
 
- Frango de cerveja com sopa de cebola;
- Bifanas com molho de tomate;
- Pá de porco e batata assada no forno;
- Sopa;
 
E ainda fiz uns docinhos:
- Mousse de chocolate;
- Arroz doce.
 
Para fazer hoje:
- Lasanha;
- Almôndegas.
 
Quanto à sopa, fiz duas, uma sem aproveitamento do osso da pá, e outra com ele. A outra novidade, é que preparei a base da sopa com chuchu! Além do chuchu adicionei uma curgette, um tomate, uma cenoura e meia cebola. A vapor cozi os grelos. Ficou uma sopinha muito boa, espessa como gosto! Claro que a da pá não ficou atrás, a base foi a mesma apenas acrescentei feijão branco.
 
E pronto, foi um último dia de férias passado a cozinhar, mas com certeza que terá valido a pena!
 
Gosto destes dias!

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Aproveitar os saldos para preparar o enxoval da nossa bebé!

Foi o que fiz depois de ter passado o primeiro dia útil de férias a definir as alterações que terão de acontecer quando regressar a casa.
 
Eu disse que aproveitaria as sugestões de outros blogues, e foi o que fiz! Sei que a L. vai herdar uma série de coisas da B., mas não consegui resistir aos saldos da Zippie. Além de ter comprado peças para 0 meses, coisinhas básicas como babigrows e calças, aproveitei as promoções para comprar a preço reduzido alguns vestidos, saias, camisolas e casacos, para diferentes etapas e respeitando a estação do ano correspondente.
 
Em casa já tenho um saco com as primeiras prendinhas que recebemos e, a somar ao que vamos receber da B. e ao que entretanto fomos comprando, prevejo que tenho muito trabalhinho pela frente. Mas este trabalhinho sabe tão bem!
 
O que me estava a stressar era perceber onde colocaria toda a tralha que tenho no roupeiro do escritório e que passará para a nossa bebé. Já fiz um rascunho onde defini como prioridade destralhar. Sei que tenho coisas que não uso ou sem as quais posso muito bem viver.
 
Quero usufruir as férias ao máximo, porque são as últimas que teremos só os dois e vejo-as como uma espécie de marco na nossa vida. Ao mesmo tempo, estou super ansiosa por regressar a casa e pôr em marcha os meus planos.
 
Ah! Antes que me esqueça preciso de um apoiozinho! Comprei uns sapatinhos que pela numeração que aparecia no cartão era o tamanho mais pequeno, mas o que significa o tamanho mais pequeno? É que para um recém nascido o tamanho 14-15 parece enorme! De qualquer modo tenho a impressão de que os recêm nascidos não usam sapatos já que passam o tempo a dormir pelo que os sapatos não farão parte da sua rotina inicial.
 
Outra coisa, onde e como comprar collants? Na zippy a numeração começava num 20 e qualquer coisa e como não achei aquilo muito apropriado a RN não comprei.
 
Tenho uma lista enorme que vinha na revista que me deram no hospital e sinto um enorme alivio por poder riscar alguns itens, no entanto a lista é enorme e o enxoval, por enquanto, é mínimo.
 
Juro que não imaginava que um bebé necessitasse de tanta coisa!

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Férias = meditação

Por norma é nas férias "grandes" que tomo decisões. Faço uma retrospeção do ano que passou, delibero a possibilidade de adaptar algumas sugestões que vejo noutros blogues ou que me comentam pessoalmente e considero o que entendo ser importante melhorar.
 
Estas férias não serão exceção pois, principalmente pela chegada da cegonha, são algumas as mudanças necessárias, os famosos destralhanços, e a importância de criar novos hábitos.
 
A propósito da bebé, comentei com a família que quero que ela cresça num ambiente humilde, sem muitos brinquedos e sem muita roupa. Gostaria de lhe dar o essencial e que ela perceba desde cedo que tem de partilhar e que o muito não é sinónimo de qualidade. Responderam-me que facilmente mudarei de opinião. Que assim que ela chegar eu esquecerei muitos dos meus princípios. Admito que possa ser verdade, afinal foi o avô quem alertou para isso!
 
Em tempos fui uma miúda de marcas. Tinha de ter o último grito da moda, conhecia tudo o que era coleções de marcas comercializáveis nos centros comerciais. Deste péssimo hábito resultou um roupeiro a abarrotar, uma conta bancária sempre vazia e um cartão de crédito com plafond esgotado. Foi preciso cair num poço fundo para perceber que a minha vida tinha de mudar. Por isso, abomino a ideia de seguir tendências e de ter coisinhas de marca e de aparentar que tenho um ordenado para cima do milhar.
 
Ao comentar com uma amiga que estava de esperanças, ela quis brindar a ocasião com um presente. Eu aceitei e achei um gesto bonito, afinal sempre tive a mesma atenção com as minhas amigas mais próximas. E pumba! Espeta-me com um vestido Ralph Lauren para quando a L. tiver 6 meses. Eu pedi para não gastarem muito dinheiro, primeiro porque nos primeiros meses eles não crescem, dão pulos, e a roupa facilmente deixa de servir, e depois porque sendo crianças que começam pelo gatinhar para depois andar com muita queda á mistura, convém andarem vestidos com roupas menos dispendiosas que acompanhem esses momentos de aventura. Claro que faço questão de ter a minha princesa vestida com algum bom gosto, mas por favor, nada de lhe impingirem marcas.
 
Vamos ver o que vai acontecer!