terça-feira, 30 de novembro de 2010

Livros de cozinha


Com o meu novo hobbie, foi necessário reorganizar os meus livros de receitas, aproveitando para além de limpar o pó espreitar novas receitas.

Antes estavam arrumados num cesto, por cima do frigorífico, agora têm lugar de destaque!

O objectivo é que estejam mais à mão.

Esta arrumação que implicou a limpeza geral da cozinha, permitiu definir novos espaços para, por exemplo, alguns electrodomésticos que ocupavam espaço alheio.

Aproveitei para criar o "espaço dos pequenos almoços", mas as fotos ficam para depois!


Vamos às compras sem sair de casa!

Frango com camarão sem cataplana!



3
Confesso que a receita começa logo por ser uma cópia, porque a minha bateria de cozinha ainda não inclui uma cataplana. Quem sabe, pode ser que o pai natal a faça passar pela chaminé!

Mais um pormenor que ultrapassei, a receita original sugere apenas peitos de frango, e eu usei 1/2 frango. Sorte do meu maridinho, pois para ele o frango resume-se às deliciosas e tenras pernas.
Seguem os ingredientes:
1 cebola
2 dentes de alho
1/2 frango
sumo de limão
2 folhas de louro
colorau q.b.
sal
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de óleo
2 tomates maduros
8 gambas

Para os apreciadores de marisco, lembro que é frango com gambas e não o contrário!
As cebolas e os alhos são picados, e o frango é temperado com algumas gotas de limão, mas a recieta original sugere vinho branco que não tinha na minha despensa. Continuando com o tempero do frango, adicionamos a cebola e os alhos, bem como o colorau e o louro. Fechei o tuperware que usei, para que o frango ficasse a marinar.
Não se admirem, mas sou péssima com os tempos de tempero. Supostamente deveria ter permitido que o frango marinasse por duas horas, mas as duas horas foram reduzidas a escassos 30 min!
Aqui deveria entrar em cena um dos protagonistas, a cataplana, mas recorri ao que tenho, uma panela. Aqueci o óleo e a margarina e fritei o frango. Como não marinou o tempo suficiente, não tinha propriamente líquido da marinada para adicionar, por isso, tive de adicionar um pouco de água fervida.

O frango fritou dos dois lados, a água adicionada já levantou fervura, agora adiciono os dois tomates que pelei e cortei em pedaços.

Tenho de comentar convosco que a receita dizia "esmagar" os tomates, o que, sem querer entrar na vulgaridade, tem a sua piada.

Agora o rei dos ingredientes, as gambas, que cozi à parte e descasquei deixando apenas o rabiosque.

Tapamos a "cataplana" e deixamos cozinhar por mais 10 min.

Aproveitei a água em que cozi as gambas, que filtrei para eliminar os resíduos, para fazer arroz. A minha grande sugestão: não adicionem sal. Pode parecervos uma água insossa, mas depois de levantar fervura fica mais salgada. Pois é, o meu arroz ficou um pouco salgado.

Ah! Deveria ter aromatizado com conhaque, mas não assaltei a garrafeira do meu querido, e limitei-me a acrescentar uns bons pés de salsa.

Hoje perdi a cabeça e comprei dois croissants para fazer um pudim da Nigella, de lamber a taça.

Para o jantar, novilho estufado com ... legumes!


Bon appétit!

Sopa de espinafres



Várias refeições
Para combater os últimos dados do INE, que revelam que os portugueses comem cada vez menos legumes, deixo a minha receita de sopa de espinafres. Para muitos não tem grande ciência, mas para outros pode ser um incentivo a incluir as sopas nas refeições.

Ingredientes:
4 batatas médias
1/2 cebola
2 dentes de alho
1/4 aipo
2 cenouras
200 gr de espinafres
sal q.b.
1 colher de sopa de azeite
1,2 dl de água

Uma vez mais salto a parte de refogar a cebola e o alho, porque opto por usar a panela de pressão, que até me permite cozer a vapor os espinafres!

Descasco e lavo todos os ingredientes que corto aos cubos e coloco na panela. Adiciono aos ingredientes a água já fervida, temperando com sal e com um fio de azeite.

Os espinafres coloco no recipiente que, como referi no primeiro parágrafo, são cozidos a vapor.

Deixo em lume mínimo, por aproximadamente 15 min. Quando a panela começa a largar vapor que nem uma doida, processo que há-de ter um nome técnico, que me escapa redondamente face aos meus escassos conhecimentos culinários, marco min e desligo o lume.
Não recomendo a abertura imediata, até porque tal não é permitido dado o excesso de vapor aliado ao calor que deve estar dentro da panela. Aproveito o tempo de espera para fazer outras coisas. Se tiverem pressa, podem sempre colocar a panela debaixo da torneira e deixar correr água fria. Mas, cuidado com o desperdício da água.

Antes de triturar a sopa, segue um truque que a minha querida mãezinha me ensinou, retirar sempre um pouco da água. É preferível a sopa ficar grossa, sendo que podemos adicionar um pouco do caldo que reservámos, a ficar líquida, o que significa que teremos de cozer uma ou duas batatas à parte.

Depois de triturados os ingredientes, adiciono os espinafres e, como tinha o resto do feijão que cozi para as enchiladas, adicionei-o à sopinha.

Nada como uma sopinha bem quentinha num dia de frio e chuva!

A próxima receita é frango com gambas!
Não saiam do vosso lugar!

Bon appétit!

domingo, 28 de novembro de 2010

Peixe assado no forno.




2





Estava com saudades de fazer um peixinho assado no forno. A receita é simples, os ingredientes são poucos e com o tempo que leva a cozinhar, podemos aproveitar para despachar outras tarefas domésticas.

Optei pelo Red Fish, dos poucos que o maridinho gosta, já que para ele, podia ser bife e batatas fritas em todas as refeições!

Ingredientes:
1 red fish
azeite q.b.
sal q.b.
1 cebola pequena
3 dentes de alho
2 folhas de louro
2 colheres de chá de mistura de ervas para peixe
2 colheres de chá de colorau
vinho branco q.b.
Deixem o peixe a descongelar de um dia para o outro. O ideal é que fique a marinar, mas não sendo possível, é suficiente temperar logo pela manhã, de preferência cerca de duas horas antes de ligarmos o forno.

O peixe já está sem escamas (penso que podemos usar a expressão "amanhado"), tempera-se com o sal, a mistura de ervas e o colorau, de ambos os lados.

Numa travessa onde já colocámos azeite no fundo e disposemos 1/2 da cebola e dos alho, deitamos o peixe e adicionamos o resto da cebola e dos alhos. Regamos com azeite e acrescentamos 2 folhas de louro.




A travessa deve ser tapada com película aderete e o peixe fica então, a marinar, no frigorífico.

Esta receita pode ser acompanhada com batatas aos 1/4 e a sua preparação é muito idêntica à do peixe no que ao tempero diz respeito.

Descascam-le e lavam-se as batatas que cortamos aos 1/4, podemos retirar o excesso de água com folhas de papel de cozinha. Temperamos com sal, cebola cortada finamente e alho (podemos juntar a cebola e o alho e triturar), acrescentamos o azeite e o colorau e misturamos bem.

Aconselho que as batatas sejam colocadas no forno, mais ou menos, 30 min antes do peixe. Podemos tapar o pirex com folha de alumínio para acelerar o processo de cozedura da batata.

Ter o cuidado de ir adicionando água para não queimar.

Passados os 30 min retiramos a película aderente do pirex do peixe e levamo-lo ao forno por aproximadamente 1 hora.

Os mesmos ingredientes podem ser utilizados para outros peixes, como por exemplo o pargo, o pargo mulato ou até pompa que comprei para experimentar. Depois partilho convosco o sabor e textura.

Fica a faltar a receita da sopa de espinafres...


Entretanto, e com tanto frio na rua, decidimos fazer scones para o lanche.

Para o jantar, temos almôndegas de carne com esparguete. Não estranhem a minha precisão quanto às almôndegas, porque também existem em versão peixe!


Bon appétit!

Enchilada de feijão e carne




3



Continuando a comentar as minhas experiências culinárias, lembrei-me de preparar Enchiladas de feijão e carne.
Supostamente demoramos apenas 30 min a preparar, porque a receita original, ligeiramente modificada, é de um livro que nos leva ao mundo da culinária onde cada refeição demora apenas 30 min a ser preparada e cozinhada.

As enchiladas são um prato mexicano de tortilhas recheadas, que apesar de a receita original mencionar o feijão, a carne e o queijo como recheio, podemos inventar e explorar o mundo dos sabores.


Como sempre, comecemos pelos ingredientes:
1 cebola
azeite q.b.
1 dente de alho
150 gr de carne
2 tomates
2/8 Pimento verde
2/8 Pimento vermelho
200 gr de feijão
sal
piri-piri (ou malagueta vermelha pequena)
queijo q.b.
5 folhas de alface
4 tortilhas (de compra)

A sua preparação é simples, e recomendo que comecemos por cortar todos os ingredientes, como a cebola, o alho, o tomate, o pimento e a alface em juliana. Também a carne, que se não estou em erro era de bovino, que já estava cortada como se fosse para strogonoff, mas mais finamente cortada, e temperada com umas gotas de limão, sal e colorau.

Começo por humedecer as tortilhas e coloco-as sobre uma folha de papel de alumínio, cobrindo para ir ao forno. O objectivo é cozinhá-las um pouco, sem estorricar para que seja possível enrolar facilmente.

Enquanto as tortilhas estão no forno, onde permacerão por aproximadamente 10 min, aproveitamos para preparar o recheio.

Aquecemos o azeite, fritando a cebola que mexemos até alourar. Juntamos o alho. Depois o tomate e deixamos o refogado apurar. Depois a carne que mexemos e deixamos cozer por aproximadamente 10 minutos. Entretanto juntei pimento verde e vermelho cortado aos cubos. Temperando depois com piri-piri, mas claro que para ser uma receita fiel às suas origens, nada como a famosa malagueta vermelha sem sementes e cortada.

As tortilhas estão preparadas assim como o recheio, cujo líquido evaporou quase na sua totalidade.

Distribuimos a alface pelas tortilhas, e no centro de cada uma colocamos duas boas colheradas do recheio. Repetindo a operação até terminar.

Untamos um pirex de ir ao forno com manteiga, que podemos preparar logo depois de cortar os ingredientes, e colocamos as tortilhas que polvilhamos com o queijo.

Não recomendo o queijo ralado que usámos para a pizza, pois derrete mas cozinha e começa a queimar muito depressa. A receita original sugere queijo da Ilha seco. Não duvido que o resultado seja bem melhor do que o meu, mas é a experimentar que se aprende!

Deixem no forno até o queijo derreter completamente, o que deve demorar entre 10 a 20 min.

Entretanto, cozinhamos o arroz, que pode ser de manteiga ou frito.

Experimentem, é mais uma maneira de comer legumes sem sentirmos o estomâgo pesado com tanto feijão, aproveitando também para limitar ao mínimo o consumo de carne.

Quanto à compra das tortilhas, deixo a minha sugestão: pacote de tortilhas da Bimbo, que o hipermercado perto de casa vende junto da sua padaria. São muito boas, até as podemos comer sem recheio...



Claro que fiz nova tentativa para conseguir o bolo de chocolate da Julie Child, mas continuo sem grande sucesso... Foi a segunda tentativa, à terceira será de vez!

Continuando a falhar redondamente na missão de escrever diariamente, adianto que tenho mais duas receitas: peixe assado no forno acompanhado de batatas e sopa de agrião.


Bon appétit!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Creme de Ervilhas



Como prometido, na receita dos pastéis de bacalhau, aqui fica a receita do creme de ervilhas que, garanto-vos, é uma delícia.

Ingredientes:
1,2 Lt de água;
400 gr de batatas
300 gr de ervilhas
1 cebola
1/2 dl de azeite
1/2 pé de alho francês
Sal q.b.

Ao ler a receita, percebi que não a cumpro à risca... Mas sei que não serei castigada porque, afinal, fica igualmente delicioso!

A receita sugere que a cebola e o alho francês sejam refogados, acrescentando as batatas e as ervilhas para que estufem... Eu, no auge da preguiça, fervi a água no fervedor, entretanto, juntei todos os ingredientes e adicionei a água, deixando cozinhar lentamente durante 30 min. Deixei arrefecer e triturei com a varinha até reduzir a creme todos os ingredientes.

Aqui fui fiel à receita! Usei o passador para separar a casca da ervilha e obter um creme verde delicioso e limpo dos resíduos a que o meu querido maridinho chamou de fibra! Mas depois de tanta ervilha, considero-me inocente deste crime.

Sirvam com hortelã, conseguindo uma combinação de sabores sublime.

Aproveito para sugerir que comprem a hortelã que podemos encontrar à venda nos hipermercados, que vem em pequenos recipientes que podemos tratar como se fosse uma planta. Decoramos a cozinha e conseguimos ter ervas frescas com um sabor e aroma inigualáveis.

Esta receita é uma boa opção para as criancinhas que só gostam de batatas fritas!

Aproveito para comentar, que no fim de semana tentei fazer o bolo de chocolate com amêndoas da Julia Child, mas as receitas que encontrei são péssimas... Hoje farei nova tentativa, e conseguindo acertar com as medidas e com o tempo de cozedura, deixo a receita, porque o bolo é, tal como o chocolate guiness da Nigella, uma verdadeira perdição.

Bon appétit!

Pastéis de Bacalhau





A receita dos pastéis de bacalhau é muito simples, e também os podemos congelar para outras refeições.



Ingredientes:

400 gr de bacalhau

350 gr de batatas

2 cebolas pequenas

1 raminho de salsa

3 ovos

leite q.b.

sal q.b

1 colher de café de paprica

óleo vegetal



Vamos saltar a parte em que o bacalhau deve ser demolhado... Apesar de a receita que sigo sugerir que as batatas sejam cozidas antes do bacalhau, eu faço ao contrário. Começo por cozer o bacalhau, e desta vez, também fugi um bocadinho à receita, pois optei por cozê-lo em leite, em vez de em água e com uma folha de louro como sugerido.


Depois de o bacalhau cozer, retiro-o da panela para que arrefeça. E, entretanto, já tenho as batatas a cozer.


A receita sugere que as batatas sejam cozidas com a pele, mas eu descasquei-as para que assim que terminasse a cozedura as pudesse esmagar com o garfo sem ter de esperar. Aqui podemos usar uma máquina manual que a Nigella usou para fazer um puré, e que permite colocar a batata num pequeno recipiente da máquina, que depois fechamos, ficando a pele dentro do recipiente. O Ikea vende, quando tiver oportunidade de ir lá, e se não me esquecer, compro e ponho aqui uma foto. Custa quase 10,00Eur.


Continuando...


Desfiamos o bacalhau, podemos fazê-lo com a ajuda de um pano, processo "à moda antiga", muito eficaz, mas ficamos com o pano sujo... Eu desfaço-o à mão.


As batatas já estão esmagadas, a salsa está picada e os ovos batidos.


Faço o refogado apenas com a cebola picada, junto o bacalhau, mexo e depois acrescento o alho ralando-o. De seguida junto as batatas e a paprica. Mexo por forma a que a massa comece a apresentar alguma consistência. Junto um fio de leite e um pouco de sal.



Depois os ovos, e mexo sem parar, adicionando depois a salsa.


Na sua preparação mantenho o lume ligado e no mínimo.




Deixo arrefecer, para que seja mais fácil moldar os pastéis com as duas colheres. Antes de começar a moldá-los, passo as colheres por um pouco de óleo, para facilitar a operação evitando também que as colheres fiquem riscadas.


Com o óleo bem quente, fritamos pequenas porções de massa de cada vez. Os pastéis ficam a escorrer em papel absorvente.


Acompanhei com arroz de tomate. Aproveitei para fazer uma salada de tomate com aipo, que comprei na feira biológica, que sugiro que visitem no jardim de Oeiras, aos sábados das 09:00 às 14:00. O aipo não é de talo, é em bola, acho que tem um travo a abacaxi...


O fim de semana passado foi de fritos, e de ervilhas! Com as ervilhas que sobraram fiz um creme de ervilhas, que será a próxima receita.



Sei que estou em falta, pois o objectivo era ser um blog quase diário, mas consegui transformá-lo num blog quase semanal. Esforçar-me-ei em corrigir e em apresentar receitas mais gulosas!




Bon appétit!

domingo, 21 de novembro de 2010

Rissóis de carne



Uma boa alternativa: Rissóis




Mais uma receita para quem gosta de poupar tempo no futuro, e ter algumas refeições congeladas, permitindo preparar rapidamente o jantar depois de um dia de trabalho complicado em que não nos apetece estar muito tempo na cozinha.



Esta receita foi-me passada pela minha mãe, mas não deve ser muito diferente da original. Fiz rissóis de carne, mas o recheio pode ser com o que preferirem.



Ingredientes:

- Para a massa

0,5 lt de água

1 noz de manteiga

casca de limão

sal

300 gr de farinha



A preparação da massa é simples, deixamos a água ferver, e depois acrescentamos a manteiga, o sal e um pouco de casca de limão, e a farinha. Existe quem misture tudo com o lume ligado. Eu opto por, assim que a água ferve e a manteiga derrete, desligar a água e adicionar a farinha, mexendo até conseguir que a massa comece a apresentar alguma consistência.



Enquanto a massa arrefere, preparamos o recheio. Desta vez, a minha preguiça atingiu o máximo da escala. Até hoje, cozinhava sempre a carne ou o peixe à parte, acrescentando ao molho branco depois de estar estar preparado. Desta vez fiz de uma maneira, na minha opinião mais prática, mas que alguém há-de discordar e refutar com algum facto científico.



Para já, os ingredientes:

-Para o recheio

2 colheres de sopa de manteiga

150 gr de carne

2 colheres de sopa de farinha

4 dl de leite

sal q.b.

pimenta q.b.

noz moscada q.b.



Deixamos a manteiga derreter, colocamos a carne picada que deixamos cozinhar em lume brando, adicionando a farinha. Quando o último ingrediente estiver totalmente incorporado, acrescentamos o leite, e mexemos. Mexemos até o creme começar a ficar espesso. Não recomendo que fique demasiado espesso porque depois, vai arrefecer, engrossando ainda mais. Para apurar o tempero temos a noz moscada, os cominhos e o sal. Por acaso, esqueci-me da noz moscada, mas ficou igualmente delicioso.



Passamos para a última parte, esta um bocado aborrecida para quem deteste tarefas monótonas, mas nada que o rádio ligado não ajude a ultrapassar...



É importante que espalhem farinha na bancada onde vão trabalhar, evitando assim que a massa esteja constantemente a colar, o que é chato. Também o rolo que vamos utilizar para estender a massa deve ser "barrado" com farinha. Muito bem, estamos preparados para avançar.



A altura a que devem estender a massa é do vosso critério. Como sou demasiado gulosa e prefiro saborear o recheio, estendo a massa ao máximo, até quase ver a cor da bancada através dela. Depois coloco uma colher de sopa de recheio, viro a massa para tapá-lo, fechando o rissól, dou uns toques a toda a volta, bloqueando o recheio, e por último, corto-o usando uma chávena virada para baixo.



Repetindo a operação até acabar a massa, ou o recheio, ou os dois.



Passamos por ovo batido, e pão ralado, seguindo depois para fritar em óleo bem quente.



Para sabermos se o óleo está quentinho, sugiro que deitem um pouco de pão ralado e, se fritar, está pronto.



Seguem algumas curiosidades: não coloquem na frigideira muitos rissóis, pois demorarão mais tempo a fritar, é verdade, quanto mais rissóis colocarmos menos quente fica o óleo; para evitar que os resíduos fiquem à superfície provocando alguma espuma e que os rissóis fiquem com uma cor escura, devem colocar na frigideira uma rolha de cortiça ou um pedaço de pão com côdea.



Entretanto, como tivemos um pequeno percalço com um pacote de 400 gr de ervilhas que ficaram esquecidas fora do congelador, acompanhá-mos os rissóis com ervilhas cozidas. Mesmo assim, as ervilhas farão parte da nossa dieta durante os próximos dias...





Bon appétit!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pizza. A receita mais simples e mais gulosa.

















Adoro comer pizza, e naqueles dias em que não apetece cozinhar, ou não apetece comer algo demasiado elaborado, é o prato de eleição.

Já li diferentes receitas para a preparação da massa, mas todas eram demasiado complexas, até ao dia em que li algures que podia usar a massa dos scones...

Ingredientes para a base:
250 gr. de farinha
3 colheres de chá rasas de fermento em pó
Sal
50 gr. de manteiga
1,5 dl de leite

Modo de preparação:
Peneiramos a farinha com o fermento e um pouco de sal para uma tigela. Juntamos a manteiga que incorporamos na farinha.

Fazemos uma cova no centro da farinha, juntamos o leite e misturamos até obter uma massa ligeiramente branda e pegajosa.

Confesso que não peneiro a farinha, limitando-me a colocar todos os ingredientes e amassando depois até conseguir que a manteiga se incorpore totalmente. Antes de trabalhar a massa, deixo-a descansar, e aproveito para preparar o molho de tomate.

Ingredientes para o molho de tomate:
Azeite
Cebola
1/2 colher de café de ervas de provence (Margão)
Açúcar
Polpa de tomate
Água

Não referencio medidas, com excessão das ervas para evitar que fique com um sabor muito intenso, mas considerem o habitual q.b.

Modo de preparação:
Começamos por fazer o refogado, acrescentando o tomate e as ervas e o açúcar, que ajuda a cortar a acidez do tomate. Deixamos apurar um pouco e acrescentamos água para evitar que o molho fique muito grosso o que acaba por suavizar o sabor a tomate.

Agora que a massa descansou o suficiente, estendemo-la. Quanto à espessura, fica ao vosso critério, mas eu prefiro bem esticadinha. Em toda a volta faço um montinho de massa para prevenir que os ingredientes escapem. Podem dar o formato que quiserem.

Disponho o molho de tomate.

Agora a melhor parte... os ingredientes.

Claro que o queijo não falta, sendo que sugiro o pacote 3 queijos da marca Continente. Normalmente, coloco de imediato por cima do molho do tomate, depois, disponho os restantes ingredientes.

A quantidade da massa permite duas pizzas de tamanho quase médio. Por isso, aproveitamos para fazer uma de peixe e outra de carne.

Para a de peixe:
1 lata de atum
Cogumelos
Pimentos
cebola

Ou seja, depois do queijo, dispomos o atum, os cogumelos finamente cortados, os pimentos cortados aos cubinhos e a cebola às rodelas.

Para a de carne:
Bacon fumado
Paio
Chouriço
Pimento
Cebola

Recomendo o bacon em fatias, que cortamos finamente, o objectivo é evitar o excesso de gordura. Também o paio e o chouriço são cortados da mesma maneira. Normalmente uso três fatias de bacon e outras três de paio. Quanto ao chouriço vou cortando e enfeitando a pizza. Para cortar em tanta gordura, conto com os pimentos e a cebola.

Pulvilhem os tabuleiros com farinha e coloquem a pizza que vai ao forno, que já está pré-aquecido a 200º, durante mais ou menos 30 min.

Sugestão, logo que terminem uma das pizzas, coloquem-na no forno e dediquem-se à outra pizza.


Claro que cortar os ingredientes dá trabalho! Costumo demorar 20 min. a preparar. Para quem seja mais prático que eu na cozinha, sugiro que dupliquem a quantidade da massa e aproveitem para congelar pizzas para a próxima fornada...

Quanto às ervas de providence para o molho do tomate, podem optar por uma mistura de ervas, de preferência legais, tais como salsa, tomilho e coentros.


Espero que aproveitem a sugestão e comentem a vossa experiência!

Bon appetit!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chocolate Guiness Cake. O Nº 1 das sobremesas.


Se tivesse de escolher o Nº 1 das sobremesas, o Chocolate Guinness Cake, da autoria da Nigella seria o nomeado.

É divino... Penso que todos os que o provaram concordam comigo!

- Chocolate Guinness Cake

Ingredientes:
Para o bolo
250 ml de Guinness
250 gr de manteiga sem sal
75 gr de cacau
400 gr de açúcar
142 ml de natas
2 ovos
1 colher de sopa de extracto de baunilha
275 gr de farinha sem fermento
2 1/2 colheres de chá de bicarbonato de sódio

Para o topping
300 gr de queijo Philadelphia
150 gr de açúcar em pó
125 ml natas


O forno deve ser pré-aquecido a 180º, entretanto, vamos começar a misturar os ingredientes. Derreter a manteiga com a cerveja em banho maria. Entretanto, juntar o açúcar e o cacau, que misturaremos na manteiga já derretida e fundida com a cerveja.

Para o bolo ficar perfeito, não precisamos usar a varinha mágica, devendo os ingredientes ser suavemente misturados. Acreditem, faz toda a diferença!

À parte, misturamos os ovos, com a baunilha e com as natas. Que adicionaremos ao preparado anterior, e ao qual fica a faltar a farinha e o bicarbonato.

Depois do bolo estar preparado, usamos uma forma anti aderente, como o bolo tem muita manteiga, não untamos a forma e garanto que no final, depois de arrefecido, fica perfeito. Mesmo assim, sugiro que o fundo da forma seja forrado com papel vegetal, para facilitar a transição para a travessa de servir. Vai ao forno entre 45 min a 1 hora.

Quanto ao topping, começamos por despeçar o açúcar na tigela, adicionando o queijo e por último as natas. Bater até apresentar consistência.

O bolo deve ser decorado depois de arrefecer totalmente.

Podem, e devem, lamber a colher. O ideal é comer o bolo no dia seguinte porque fica muito melhor. Mas, ninguém será castigado por contrariar esta sugestão!


Experimentem, as minhas amigas adoram e estão sempre a sugeri-lo para a sobremesa dos nossos encontros.


Caso prefiram a versão económica, podem substituir a Guinness pela nossa querida Sagres, bem como o queijo, que, surpreendam-se, pode ser da marca Dia, que a revista DECO sugere como a melhor opção de compra para queijo-creme. Aqui entre nós, a diferença de preço é brutal. Quanto à diferença de sabor, confesso que não encontro. Provavelmente por o meu paladar não ser tão apurado. Experimentem as duas versões e digam-me se perceberam a diferença.


Não se limitem a fazer o bolo só para os convívios com os amigos e com a família. Já o fiz só para mim e para o meu marido, que o devorou durante o fim de semana.


Por isso...

Bon Appetit!