sábado, 1 de janeiro de 2011

Filhoses de abrir



20 unidades










Continuando com os doces tradicionais da época, vamos para a receita das filhoses de abrir.


Foi estranho e difícil, porque a massa é impossível de moldar. Basicamente mandei bocados de massa para a frigideira, que esmaguei com a escumadeira, foi a única maneira de conseguir esticar a massa. Foi uma luta física, e psicológica, com a massa, mas não desisti.


Ingredientes:

30 gr de fermento de padeiro

1 dl de leite

500 gr de farinha de trigo

1 pitada de sal

100 gr de manteiga vegetal

1 dl de água

3 ovos


óleo para fritar

açúcar e canela para polvilhar


Enquanto preparava os ingredientes a utilizar, coloquei o leite a aquecer para desfazer o fermento de padeiro. O femento de padeiro comprei no Continente, no expositor onde estão à venda os bolos de aniversário e sobremesa já embalados para compra.


Numa tigela coloquei a farinha, o sal a manteiga que cortei aos cubos, o fermento já desfeito e a água. Misturei todos os ingredientes utilizando as varas da batedeira em espiral, juntando de seguida os ovos, um a um, batendo entre cada adição, garantindo que ficavam bem envolvidos no preparado da massa.


Deixei levedar mais ou menos 30 min, coberto com uma toalha turca, e colocando o recipiente da massa dentro de um saco.


Coloquei uma frigideira ao lume com óleo para fritar a massa. Apesar de a receita dizer: "vá fritando pedaços de massa, que deverá esticar e abri-los com a mão", garanto que a missão foi impossível e, como contei no início, recorri ao apoio dos valiosos utensílios de cozinha.


Pensei que o meu insucesso estivesse relacionado com a forma como levedei a massa, e que o facto de a ter colocado dentro de um saco para transpirar e aumentar de volume mais depressa, fosse um verdadeiro erro. Mas, a minha mãe também fez filhoses e queixou-se do mesmo, tendo feito o mesmo que eu para as conseguir fritar.


Cada filhós demora alguns longos minutos a fritar, por isso, fui lavando e limpando a loiça, para desocupar o espaço de trabalho. Se nos limitarmos a ficar à espera que fritem e fiquem com aquele aspecto dourado, morremos ao pé do fogão...


Fritei uma de cada vez, caso contrário, verifica-se o processo que comentei na receita dos rissóis e dos croquetes, quanto mais enchermos a frigideira, mais tempo demora a cozinhar. Portanto, retirava uma da frigideira, que deitava sobre papel absorvente, colocando novo monte de massa na frigideira que esmagava, voltando para a que estava sobre o papel para, ainda quente, a passar pela mistura de açúcar e canela.


Em todo o processo, passar pela mistura de açúcar e canela, foi a minha parte preferida!


Aconselho que consigam que fique bem esticada, caso contrário vai parecer um monte de massa. Foi a primeira vez que fiz e as primeiras unidades não ficaram tão deliciosas.




A seguir vem a receita do bolo rainha. Fiquem por aqui...





Bon appétit!




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