quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bife com pão chapatis




Apesar de não ter terminado de ler o livro "Portugal, Hoje: O medo de existir", porque estava cansada de ler e ouvir tantas críticas ao nosso país, tentei ler o "A ilha das trevas" do José Rodrigues dos Santos, mas demorei algum tempo e o S. teve de entregar o livro. Agora, estou a ler "1808" de Laurentino Gomes, um relato histórico da partida (fuga, para quem preferir) do nosso rei regente D. João VI para o Brasil, perante a ameça de Napoleão de invadir Portugal. Apesar das misturas entre povos e raças a que os nossos antepassados nos sujeitaram, algo de que nos devemos orgulhar, entendo que somos descentes dos Espanhóis, ou não tivesse o condado de Portucale sido uma oferenda de casamento do Rei de Castela e Leão, à sua filha D. Teresa com o conde de Borgonha, D. Henrique. Depois tivemos a era dos Filipes, e depois a invasão de Napoleão que, em aliança com Espanha, decidiu que o norte de Portugal seria para a rainha regente da Étruria, o sul para o poderoso ministro espanhol D. Manuel de Godoy e o centro para o seu irmão mais novo, Luciano, que rejeitou a oferta. Tudo isto para dizer que parece ser o nosso destino sermos "adotados" por Espanha!


Esta receita resume-se a aproveitar um bife para dois, já que era o que havia descongelado e não havia tempo, nem paciência para preparar outra refeição.


A receita do pão chapatis pode ser consultada aqui.


Para a preparação do bife, que agora não lembro se era de perú ou de frango, é só preparar o refogado, cortar o bife como se fosse para strogonoff e adicionar ao refogado. Acrescentar tomate pelado e cortado e rectificar o tempero de sal e pimenta.


Aproveitámos uma batatas cozidas que sobraram de outra refeição que foram reduzidas a puré. Também acompanhámos com um resto de arroz de ervilhas.


De "restos" fizemos uma refeição num estilo mexicano gourmet!


Também cortámos couve em juliana que deixámos em água fervida por alguns minutos.







Espero que gostem!

8 comentários:

  1. Um aproveitamento que saiu uma maravilha :)
    bjs

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  2. Boa sugestão. E como quase historiadora: é partida, uma partida estratégica para o Brasil e não fuga. Beijinhos

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  3. Por vezes as refeições que preparamos com os restos ainda nos sabem melhor que a refeição original.
    Esta ficou fantástica.
    Beijinhos

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  4. Rita, adoro sobras, principalmente quando resultam num prato apetitoso e equilibrado como este que sugeres.
    Quanto às tuas leituras, conheço a obra que relata a fuga da corte para o Brasil. Fiquei um nadinha incomodada com o relato, porque, no fundo, os protagonistas são caricatos e representam todo um povo.
    Mas que havemos de fazer?
    O relato parece-me fidedigno e há que enfiar a carapuça.
    Noto que estás deprimida com a atual situação. Não estás só! Eu, também, estou muito em baixo e com vontade de fazer como a corte portuguesa:
    _ Emigrar para o Brasil!

    Beijo, flor,
    Nina

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  5. SAIU UMA REFEIÇÃO BEM DELICIOSA, ADOREI.
    BJS

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  6. Olá meninas! Agradeço a todas a visitinha e os comentários. São umas queridas! Picarota, obrigada pelo esclarecimento da diferença entre a partida e não fuga, fico menos deprimida por ter a certeza de que afinal, a nossa pequenez não tem assim tanta antiguidade! Nina, imigrar para o Brasil ainda não é opção! Vamos esperar peló próximo pacote de medidas de austeridade! LOL
    Beijinho e boa noite!

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