terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ponto de estrada?

O regresso ao trabalho não se revelou nada calmo. Os 300 e-mails por ler eram um presságio de que os próximos dias seriam complicados. Ao fim de uma semana de trabalho, consegui "arrumar a casa". Nada pior do que ter assuntos pendentes, por isso, os e-mail foram lidos, respondidos e arrumados. Por aqui, todos os e-mails são importantes, por isso, todos são arquivados em pastas organizadas por códigos.


Isto para justificar a minha ausência, mas tenho tantas coisas para contar que nem sei por onde começar! Começo por comentar uma desilução, fruto da minha inexperiência em preparar compotas! A minha mãe deu-me um quilo de figos, colhidos na figueira que os pais têm. Convencida dos meus dotes culinários, decidi preparar uma compota de acordo com uma receita que namoro à mais de um ano. Eis que surgiu uma dúvida: "O que é ponto de estrada?". Claro que recorri ao google e descobri que o ponto de estrada é quando o preparado tem um consistência que ao ser mexido resulta numa estrada que permite ver o fundo da panela. Acontece que a receita sugeria que o preparado ficasse em lume brando durante hora e meia, apesar de ter alcançado o ponto de estrada antes de ter concluído uma hora, duvidando do ponto e acreditando piamente na receita, achei por bem deixar a compota ao lume até fazer uma hora e quinze minutos. Claro que passei do ponto de estrada para o ponto de rebuçado! Conclusão, tudo para o lixo e uma panela para esfregar!


Para quem venha a sofrer o mesmo erro, deixo a sugestão: acreditem nas vossas capacidades, ainda que sejam poucos experientes na área em questão.


Quanto à panela, a solução até foi simples e ainda aproveitei para restitui-lhe o brilho original! Enchi-a com água e deixei ferver, dissolvendo a maioria do caramelo que resistia. Lavei, retirando o maior. Como não ficou perfeito, e tinha um pedaço colado no fundo, deixei com água de um dia para o outro, e depois usei um esfregão bravo (passo a publicidade) e ficou perfeito. Outra solução passa por deitar água e vinagre, ou sal, e levar ao lume deixando ferver, sem precisar ficar de molho.



Espero que tenham mais sorte na cozinha!

12 comentários:

  1. ola passei aqui para conhecer a tua cozinha ja me tornei tua seguidora,passa na minha sempre que quiseres.

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  2. Bem vinda de volta!

    Nunca sigo uma receita á risca exactamente porque não se consegue ter sempre os mesmos resultados, temos que ter a sensibilidade de adaptar as coisas ao nosso gosto e ao que usamos.
    Por exemplo uma receita de doce, existem diferentes variedades da mesma fruta. No teu caso foram figos, mas os figos não são todos iguais, uns têm mais água e vão demorar mais tempo até cozinhar e obter doce, outros são mais secos e mais facilmente se faz doce com eles.
    E isto aplica-se a tudo.
    Na mesma receita se usares ovos de tamanhos diferentes, ou diferentes marcas de margarina ou de farinha fará certamente diferença.

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  3. Olá Paula! Obrigada pela visita e por te tornares seguidora!

    Olá Luísa! Tens razão! A cada aventura na minha cozinha percebo essa realidade, que torna-se mais dramática se somarmos o facto de eu nunca ler as receitas palavra por palavra! Bem, melhores dias virão! Mas, adianto que o post seguinte será sobre outro desastre! LOL

    Beijinho grande

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  4. Eu nem me atrevo a fazer compotas..
    Nunca as fiz mas acho que não me iriam correr muito bem, talvez corresse muito pior que a tua experiência.
    Beijinhos

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  5. Ficou em ponto auto estrada! Beijokas.

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  6. Olá Caminhante! Obrigada pela visita. Acredita que não me dei por vencida! Espero até ao próximo assalto à figueira, para repetir e desligar o lume assim que entrar na estrada!

    Olá Pataquita!
    Obrigada pela visita e pelo comentário. comentário muito acertado para a frustração e castigo merecido!
    Beijinho e volta sempre! Lembra-te que te prometi uma pavlova de chocolate! LOL

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  7. Rita, concordo em absoluto. Há que ouvir a intuição e o bom senso, na cozinha, como em tudo.
    Quero agradecer-te o vídeo hilariante que me enviaste e que postarei, se não vires inconveniente, identificando-te, evidentemente, como fornecedora desse material.
    Tenho o post em stand- by esperando o teu consentimento.
    Beijos.

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  8. Amiga
    Primeiro vou ver se consigo explicar-te o ponto de estrada: com uma colher retiras um pouquinho do doce para um pires. Deixas arrefecer (às vezes levo uns minutos ao frigorífico); quando frio raspas com a colher no pires e o doce há-de fazer a tal estrada.
    Como disse a Luísa, há frutas que são mais húmidas e outras mais secas: nestas deita-se um bocadinho de água com o açúcar e, em todas as compotas, deve-se sempre deixar macerar a fruta com o açúcar antes de levar a mistura ao lume brando, mexendo de vez em quando.
    Quanto ao deixar queimar... são coisas que só acontecem a quem se chega ao fogão ... neste caso se afasta...
    Um beijo
    Teresinha

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  9. Olá Teresinha! Agradeço a visita e o comentário. Deixei a fruta macear com o açúcar e sumo de limão como sugerido! Mas a sua sugestão de retirar um pedaço e colocar no frigoríco parece interessante. E, nem me atrevo a duvidar da credibilidade! Não me dei por vencida, e à segunda vai ser de vez!
    Beijinho, e volte sempre!

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  10. Olá , descobri o seu blog e já estou a seguila isto é se não se importa claro...
    BJS
    ALICE

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  11. Olá,
    Vim conhecer seu blog e me gostei muito.
    Já me tornei sua seguidora.
    Bj e bom dia,
    Lylia

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Obrigada pela tua participação!