terça-feira, 4 de outubro de 2011

Piscina e iogurte de canela e limão



Cá estou eu, pronta para comentar a minha primeira aula de natação. Cheguei à piscina 15 minutos antes do tempo, e fiquei sentada à espera que fosse tempo de entrar na água, aproveitando para fazer exercícios de respiração e relaxamento, tudo de forma muito discreta. Estava em pânico, até senti os meus olhos inundarem. Chegado o professor, foi distribuindo os alunos de aperfeiçoamento pelas pistas, quando chegou a minha vez, expliquei que tive uma péssima experiência no mar, e tenho pânico a ficar na água. Então, lá fui eu, para a água fazer exercícios de respiração debaixo de água, aprender a flutuar, a boiar, e, a levantar o corpo com pequenos saltinhos. Explicou que, se estiver em perigo, devo flutuar que alguém me irá socorrer. Tive oportunidade de nadar com o apoio de um "chouriço" para aprender a mexer as pernas. Mas, logo na primeira aula, percebi que nadar tem muita técnica. Nos últimos minutos, pediu para eu boiar e depois ficar à vontade. A minha colega, com menos fobia que eu, bem que tentou ensinar-me a fazer golfinhos, mas esqueçam, como explicou o S. quando cheguei a casa, o meu cérebro foi formatando ao longo dos anos, o meu corpo para não ficar debaixo de água, e pura e simplesmente não consigo mergulhar mais do que uns míseros 50 cm.


Para terminar a conversa da piscina, tive uma insónia daquelas que não tinha à carradas de tempo. Fechava os olhos e revivia o momento da minha vida em que estive com a morte ao lado. Queria sentir a areia debaixo dos pés, mas precisava respirar sem engolir água. Depois, olhava para trás e via o meu irmão mais velho a dizer adeus para o areal, e não percebia porquê, eu só queria lutar com a água para conseguir chegar à margem.


Nunca se deve dizer nunca, mas eu atrevo-me a dizer que mesmo depois de ser perita em natação nunca vou estar em sítios sem pé, que não sejam piscina.


Revivendo tanto pânico, lembrei-me que o acidente aconteceu no dia de anos da minha irmã I. no ano de 1992 ou 1993. Claro que apesar do castigo merecido de estarmos proibidos de entrar na água, nem pensámos em tal coisa, até ao momento em que, crianças que erámos lá nos fomos atrevendo a sentir a água pelos tornozelos.


Ingredientes para o iogurte: - 1 iogurte natural (usei iogurte grego); - 900 ml de leite gordo; - 1/2 pau de canela; - 1 casca de limão; - 3 colheres de sopa de leite em pó meio gordo; - 3 colheres de sopa de açúcar.


Modo de preparação: Ferva o leite com a casca de limão e o pau de canela. Reserve para arrefecer. Misture o iogurte com o leite em pó e o açúcar. Ao leite, entretanto arrefecido, adicione a misture o preparado anterior. Distribua pelos copos esterilizados e ligue a máquina. Deixe ficar por 11 horas, levando de imediato ao frigorífico.


Estes sim, ficaram verdadeiros iogurtes.



Espero que gostem!

5 comentários:

  1. Olá!

    Com calma, tempo e muita paciência vais conseguir superar esse pânico! Em relação ao facto de não conseguires estar em sitios sem pé, não é grave! O importante e superar os nossos maiores medos. Parabéns pela coragem!

    Bjs

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  2. Bom dia!
    Agradeço os vossos comentário, bem como todo o apoio que têm dado!
    Beijinho e bom feriado! ;)

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  3. QUANDO ERA MAIS NOVINHA QUASE MORRI AFOGADA VALEU-ME UM VIZINHO QUE SABIA NADAR E SALVOU-ME.
    NÃO TENHO MEDO MAS CONTINUO SEM SABER NADAR POR ISSO SÓ VOU ATÉ ONDE A ÁGUA DER PELA BARRIGA MAIS QUE ISSO NÃO.
    MAS ACHO BEM QUE PERCAS O MEDO E COM CORAGEM HÁS-DE CONSEGUIR.
    ESSE IOGURTE FICOU ÓTIMO.
    BOM FERIADO.
    BJS

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  4. Bom dia São! Com certeza que compreendes o que sinto, assim como eu compreendo que não permitas que a água suba além da barriguinha, já que eu também não permitia muito mais. É difícil explicar o pânico que se sente. Talvez ande mais assustada por estar a reviver o momento. Espero que funcione como terapia!
    Resto de boa semana!

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