quarta-feira, 4 de julho de 2012

Comércio Tradicional

Na passada sexta feira, dei um saltinho aos CTT e aproveitei para passar na drogaria da vila para comprar alguns itens. A conversa foi estranha e a senhora não tinha qualquer pingo de simpatia. Ora vejam:

Eu - Boa tarde.
(A senhora estava na parte de acesso restrito ao público e, neste momento, oiço uma criança gritar parecendo que está na casa de banho e a dizer algo do tipo: "Avô, eu consigo". Adiante...)
Dou de caras com aqueles protetores autocolantes para colocar debaixo das cadeiras ou de outra coisa qualquer, e agora passemos à acção!:
Senhora - Sim (seco e grosso)?
Eu - Procuro umas bolinhas de silicone para colocar por baixo de coisas, assim deste tipo.
Senhora - Não tenho.
Eu - (Certificando-me de que o que procuro existe, e não estou louca) Mas, a senhora sabe o que é?
Senhora - Não. (Agora, um bocado mais irritada:) Não tenho. O que tenho é isto.
Eu - Vou ver outras coisas, a senhora esteja à vontade para ver a menina. (Lá aparece a criança)
Senhora - (Ainda a insistir que não tem as bolinhas, e eu já esquecida do assunto, ajo como uma cliente normal, procuro outras coisas, pois mulher que é mulher descobre sempre qualquer coisa para comprar!) 
Eu - Preciso de um desentupidor de canos.
Senhora - O Forza é muito bom.
Eu - (Vejo que não tenho moedas suficientes para pagar o tal do Forza que está etiquetado a 5,43€) Pois, não tenho suficiente. O que acha deste? (Embalagem ao lado com etiqueta em espanhol pela módica quantia de 4€)
Senhora - Não sei. Só experimentei este e garanto que é muito bom.
Eu - Bem, levo este (o mais barato, claro)
(Indo para a caixa, a senhora continua com um ar grave e nada simpático)
Entrego o dinheiro em mãos. A pequenota faz questão de arrumar o dinheiro na caixa e ainda pergunta à avô se tem de dar troco. A avô responde com novo "Não" bem seco e nada simpático.
Agradeço (nem sei porquê) e venho embora.

Saí de lá a pensar: "Como pode o comércio tradicional sobreviver com tão pouca simpatia?"

Faz-me confusão as pessoas que entendem que o resto da humanidade tem de sofrer as suas penas e acompanhar o seu humor. 

Se volto a esta loja? Decididamente não. Da próxima vez, ou vou à loja do Tio Belmiro, ou vou à drogaria da rua de cima, ainda que para isso seja obrigada a subir uma rua tão íngreme que até o bolinhas reclama!


E vocês? Voltavam lá?

10 comentários:

  1. Pois... eu não voltava lá... e depois queixam-se que as grandes superfícies dão cabo do negócio. Eu faço as compras dos legumes e fruta na praça, normalmente, sempre na mesma banca... a rapariga é simpática, prestativa, já nos conhece e até nos faz uma "atençãozita" de vez em quando...
    ;)
    Catarina

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  2. A senhora poderia estar num dia mau, mas quando tens de atender pessoas, não existem dias maus. Esta senhora perdeu uma cliente.

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  3. Como é óbvio eu também não voltava...

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  4. A senhora podia não estar muito bem disposta, mas os clientes não têm culpa... eu não voltaria

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  5. ACHO QUE É MESMO PARA NÃO VOLTAR. TAMBÉM TRABALHO NUMA LOJA E NOS MEUS DIAS MAUS ,DEIXO O MAU HUMOR EM CASA.
    BJS

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  6. Se pensarmos bem, independentemente do nosso local de trabalho, se sorrirmos tudo nos correrá bem melhor! Ainda que estejamos a morrer de tristeza por dentro. :)

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  7. olha quem não voltava era eu!!!
    Quem te um estabelecimento de atendimento ao público tem que ser sempre cordial, simpático e educado!
    Isto é se não quer perder clientes!!

    bjs

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  8. Claro que não voltaria!
    Ninguém tem culpa dos problemas de cada um.
    O atendimento ao público não é nada fácil, mas se tivermos um sorriso para receber que nos procura, é meio caminho andado para que a pessoa se sinta bem e volte.

    bjocas :)

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  9. O mais provável era não voltar lá, da mesma maneira que não atendo o mesmo cliente mal-educado 2x (trabalho do outro lado do balcão). A conversa da boa educação é toda muito bonita, mas a verdade é que são mais pessoas que nem boa tarde me dizem do que aquelas que me cumprimentam como deve de ser... ;)

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  10. Olá Dark Princess! Obrigada pelo comentário! Também já trabalhei no atendimento ao público, durante largos anos presencialmente; depois, por telefone. É verdade que uma percentagem é arrogante, mas nós conseguimos mudar isso! Afinal,"Comportamente gera comportamento"! :)

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