quinta-feira, 29 de março de 2012

Da panela para a mesa #2 Massada de tubarão


Queridas amigas e donas de casa, estou bastante satisfeita com o meu comportamento, e não podia deixar de comentá-lo convosco! Um dos erros de trabalhar em casa, é pensarmos que a qualquer momento, podemos fazer as tarefas que no dia anterior não nos apeteceu, como por exemplo, arrumar a cozinha. Não que isso acontecesse todos os dias, mas às vezes não me apetecia e ponto final. Desde domingo que, acabamos de jantar, passo um olhinho nos trabalhos do curso, vou passear o Zequinha e, ao regressar, arregaço as mangas e limpo a cozinha. O que significa: lavar a loiça, o que inclui as panelas (gosto de ter o fogão desempedido de tralha), lavar o fogão e as paredes ao seu redor, limpar toda a bancada, assim como as portas dos móveis, o chão é varrido e lavado e ainda preparo a máquina para lavar depois da meia noite. Ainda deixo o almoço do maridinho preparado e a camisa engomada. Depois disto, bebi um cha quentinho e caí redonda na cama. Dormi da meia noite até às oito! E, hoje, sinto-me feliz!

Quanto ao post mistério, era um verdadeiro mistério, já que as dicas eram escassas! Atão é assim, nunca provei tubarão, e depois de a Luísa Alexandra ter falado deste peixinho, e de o ter visto à venda na peixaria do tio Belmiro, lá decidi trazer uma postinha pequenina. Ainda perguntei à menina como o podia preparar, e segui a sua sugestão. O S. também não sabia o que era o jantar. E pedi para provar a carne ao mesmo tempo que eu. Quando lhe disse que era tubarão, ele disse que ficava triste porque entende tratar-se de um animal que não devia ser pescado, já que é torturado. Concordo com ele, por mim, seríamos vegetarianos, mas depois vem o meu menino dizer que precisa de carne porque tem de fornecer proteínas ao organismo e blá blá blá. Se pensarmos bem, todos os animais e aves têm a sua porção de sofrimento.

Adiante. Estes foram os ingredientes que usei para 2 pessoas: - 300 gr de carne de tubarão cortada aos cubos; - 1 taça de macarrão; - 1 batata grande cortada aos cubos; - 1/2 nabo cortado aos cubos; - 1 cenoura grande cortada às rodelas; - 1 cebola média cortada às rodelas; - 2 dentes de alho picados; - 2 colher de sopa de azeite; - 4 colheres de sopa de polpa de tomate; - sal q.b.; - piripiri q.b.; - 1 colher de chá de creme de marisco; - salsa e coentros picados; - 1 lt de água fervida.

Modo de preparação: Comece por ferver a água. Corte todos os legumes, assim como o peixe. Prepare o refogado e acrescente os legumes, deixe suar um pouco. Acrescente a massa e envolva, adicionando a água até tapar o conteúdo da panela. Adicione o peixe, a polpa de tomate, a sopa de marisco e tempere com sal. Acrescente as ervas picadas e o piripiri. Deixe cozinhar por 15 minutos com o lume no mínimo.



Espero que gostem!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Novidade na nossa cozinha

Só para dizer que amanhã vamos ter mais uma rúbrica "Da panela para a mesa #"! Adianto que, é a primeira vez que vou preparar esta receita. E, acrescento que é a primeira vez que vou comer um dos ingredientes! Curiosos? Ora, tentem adivinhar!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Boston Cream



Gostava que o fim de semana se limitasse a andar, e não a correr. Depois de um sábado super stressante, mas que terminou com um jantarinho de amigas, no domingo, aproveitei para descansar e passear na praia. Fiquei muito contente por encontrar imensa gente, e fui perto das 18h00. Significa que mesmo com a palavra crise na boca, as famílias saem para dar um passeio.

Este post será muito pequenino, já que pretendo apenas desejar uma excelente semana, e deixar um docinho, que saiu do blog Alimenta, da Criss.

Fácil de preparar e, uma verdadeira delícia!

Espero que gostem!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Feijão com grelos e ovo

Se a semana começou menos bem, e desenrolou-se pior ainda, hoje acordei muito animada e a desejar um fim de semana carregadinho de boa disposição. Amanhã é dia de jantarinho com os amigos, o primeiro que vou fazer aqui em casa, para este grupinho!

Não sei bem o que preparar, mas apetece-me um bacalhauzinho com natas. Piroso, é verdade, mas delicioso!

Para entrada, vamos ter o habitual paté de atum, umas azeitonas temperadas com alho em pó e oregãos, regadas com um fio de azeite e vinagre balsâmico. Talvez prepare um folhado com queijo para entrada, mas logo se vê. A sobremesa, já está decidida, o bolo victoria, que faço já hoje, e uma mousse de chocolate, mas desta vez, de dois chocolates. O que vos parece?

Entretanto, tenho a casa por limpar, e ainda tenho de estudar espanhol, pois esta semana não peguei nos livros, e a última aula foi demasiado puxadinha. É que, enquanto nós evitamos o "dar-lhe-ei" ou o "dir-lhe-ei" e semelhantes, os nuestros hermanos é o que mais dizem, como por exemplo: "Si, ya te lo he dado". Que dor de cabeça...

A propósito de comer leguminosas uma vez por semana, no outro dia foi assim:

Ingredientes para 2 pessoas e, modo de preparação: - 1 chávena de café de feijão manteiga que ficou a demolhar um dia, e foi cozido na panela de pressão por 30 minutos, com água temperada com sal e um fio de azeite. - 1 molho de grelos cozidos a vapor; - 4 ovos tamanho S. Tudo regado generosamente com azeite do primo da terra!


Espero que gostem!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Da panela para a mesa #1

Começo por agradecer todos os comentários, que foram deixando, e que muito me confortaram. Ontem foi um dia demasiado negro. Antes de começar a trabalhar, recebo essa triste chamada. Acreditem que, quando soube que a iria receber, ainda tive esperança que fosse possível. Atrevo-me a comentar que chorei baba e ranho. Mais conformada, lá fui trabalhar. Depois da hora do almoço, nem queiram saber o que estava na minha caixa do correio. Uma multa das finanças, de quase 200 euros, por atraso na entrega da declaração do IVA. Já fiz um rewind na minha memória e tenho 99,9% de certeza de que submeti, mas, não tenho o registo no meu acesso e, nem imprimi o comprovativo, pois estava na biblioteca e não tinha dinheiro para pagar a impressão. Ou seja, a minha aventura durante as férias, com a tal da senha provisória vai sair bem cara. Felizmente, tenho a reclamação, a resposta à reclamação, e a senha provisória. Espero que consigam ver o histórico informático da senha para provar que entreguei. Na realidade, quero acreditar que isso é possível. A ver se esta maré de azar, é substituída por ondas menos prejudiciais à minha saúde mental.

Poupar, não tem de significar refeições menos saudáveis, por isso, lembrei-me de criar uma nova rúbrica: "Da panela para a mesa". Serão receitas onde com recurso a menor quantidade de carne ou peixe, prepararemos pratos de comer e chorar por mais!

Ingredientes para 3: - 200 gr de rojões; - 1 chávena de chá de arroz; - 1/2 cebola; - 1/2 courgete; - 1 cenoura; - 1 colher de polpa de tomate; - 2 chávenas de chá de água fervida; - sal q.b.; - salsa picada; - azeite q.b.

Modo de preparação: Comece por cortar a carne a gosto, temperando-a com sumo de limão (ou vinho branco), sal, colorau e alho picado. Reserve. Prepare o refogado. Frite a carne em lume médio a brando e, dependendo do tamanho dos pedaços, logo que lhe pareça frita, acrescente o arroz e deixe fritar um pouco. Acrescente a cenoura cortada às rodelas (use o descascador de legumes, fica bem mais fina e com excelente apresentação!) e a polpa de tomate. Adicione a água fervida e tempere de sal. Corte a courgete às rodelas e acrescente. Acrescente a salsa picada e deixe cozinhar por 15 a 20 minutos.

Acompanhe com salada, ou opte pela sopinha para entrada!

Aproveito para comentar, um docinho, fruto dos copianços que vou experimentando e que, de momento, é o biscoito preferido do maridinho. Torcidinhos de manteiga, que vêm do blog da São!


Espero que gostem!

terça-feira, 20 de março de 2012

Nem sei se grite, ou se berre

É assim, o nosso Portugal. Onde tudo é política. Há uns tempos contei uma história, entretanto eliminada por ser demasiado triste e demasiado pessoal. Mas a revolta, a tristeza, o sofrimento, é tanto, que tenho de escrever. Já aqui havia comentado que o meu relógio biológico rebentou. Sentia uma necessidade premente de ser mãe. No entanto, recebida a confirmação de um diagnóstico menos favorável, e confrontados com três duras realidades, não deixámos de acreditar que conseguiríamos alcançar o nosso objectivo. Diagnóstico: portadora de FSHD, distrofia facio escapulo humeral; 50% de probabilidade de transmissão. Possibilidades: 1) fertilização; 2) teste pré-natal; 3) não ter filhos. A primeira possibilidade foi uma luz ao fundo do túnel. Lá andei a investigar na net, e as minhas esperanças foram renovadas quando o Hospital Quiron, em Barcelona, comunicou o primeiro sucesso na pré-implantação de um embrião livre da doença (aqui).

Avançámos com o processo para a maternidade Alfredo da Costa, onde ficámos a saber que a prioridade era: os abortos, e não as fertilizações. Uma mulher pode abortar as vezes que quiser por ano, que o Estado paga, mas só pode fazer um tratamento de fertilização por ano, politiquices. Palavras do médico. De qualquer modo, fomos esclarecidos que a MAC não faz este tratamento. Solução: Hospital S. João do Porto. Lá fomos. 2 vezes. Levando a esperança como única bagagem. O médico basicamente disse: - não é grave, já que ninguém morre disso; - não é 100% fiável a pré-implantação, já que os genes podem ter diferentes comportamentos isoladamente e em grupo; - ao optar pela pré-implantação, mesmo que tenhamos sucesso, pode o feto correr o risco de desenvolver outras doenças, tais como cardíaca, pulmonar, ou mesmo cerebral; - podem optar pelo teste pré-natal, um exame que se faz às 12 semanas, se o resultado for positivo, pode abortar. Ainda lhe disse: "Mas, em Espanha fazem", ao que ouvi: "Em Portugal temos um código deontológico diferente". Pois. Palavras bonitas para conclusões tristes. Voltámos, vazios de esperança.

Passado um ano, voltam a tocar na ferida. A médica que abriu o nosso processo acaba de me ligar. Queria ter a certeza de que havíamos percebido direitinho o que o médico nos havia comunicado. Limitei-me a um "Sim". Voltou a falar do teste pré-natal. Nego-me a abortar. Não vou abortar cada feto que seja portador. Desconfio que passaria a vida a matar inocentes.

Na idade de mostrar ao mundo o desejo de ser mãe, numa altura da vida em que todas as primas estão grávidas, eu, tenho de reprimir esse desejo.

Algumas pessoas entendem que estou a ser egoísta, por desejar um filho. Mas, e se ele nascer sem a doença? Já pensaram nas mães saudáveis cujos filhos nascem com outras doenças? E, os bebés que nascem saudáveis e depois, culpa de um acidente, ou de uma irresponsabilidade, ficam em situações bem piores? Será que todo o amor que tenho para dar não será suficiente? Negar-me à maternidade, é negar o meu bisavô paterno, a minha avó paterna, o meu pai, e mais importante, negar-me a mim. É uma doença que afecta 4-6 pessoas por cada 100.000 habitantes da terra, não se limitando à hereditariedade. E agora? Às vezes penso, porque raio fiz a m* do teste? Se em tempos critiquei os meus irmãos porque não tiveram esse cuidado, neste momento, dou por mim a pensar que eles é que estão bem. Os meus sobrinhos são lindos, crianças saudáveis. Se têm ou não? Não sabemos, sabemos sim, que à sua maneira, são felizes. Estou cansada de pensar nisso, cansada de tentar perceber as mudanças que se vão verificando em mim, e nos outros, cansada de comparar, cansada de ter esse pensamento no meu subconsciente. Cansada de chorar.

Acreditando que um dia será diferente, vou beber um cafézinho.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Schnitzel com agrião e molho de maçã



Nem imaginam a nossa maré de azar! O aspirador avariou. O ferro de engomar avariou. A máquina do café, avariou. Definitivamente tenho de fazer uma lista dos eletrodomésticos que preciso.

Já agora, alguém já teve de substituir a borracha do congelador? Liguei para uma loja de reparações, e informaram que teriam de enviar o técnico para tirar as medidas. Fui a outra, onde o senhor me aconselhou a comprar um frigorífico novo, já que a compra da borracha, além de cara, pode não resolver o problema. Qualquer dia, sai um iceberg do congelador...

Passo a copiar, quase literalmente o texto da receita, que adorámos. Saiu do livro "Cozinhar com Jamie Oliver".

Ingredientes para 2: - 1 noz de manteiga; - raspa e sumo de 1/2 laranja; - 50 gr de açúcar; - 1/4 de colher de chá de canela em pó; - 1/4 de noz moscada ralada; - 1/4 de colher de chá de cravinhos moídos; - 2 boas maçãs, descascadas, sem caroço e cortadas em pequenos cubos; - 2 escalopes de porco; - sal marinho, pimenta-preta e farinha; - 1 ovo tamanho L; - pão ralado fino; - azeite; - 2 molhinhos de agriões; - 1 limão.

Modo de preparação: Comece por preparar o molho de maça, numa panela pequena, derreta a manteiga com a raspa e o sumo de laranja, o açúcar, a canela, a noz moscada e o cravinho. Mexa até a manteiga espumar e depois, junte as maçãs. Tape e deixe cozinhar por 20-25 minutos, em lume médio a brando. Prove e junte um pouco mais de açúcar se necessário.

Para preparar a carne, coloque os escalopes numa tábua de corte, ponha um pedaço de papel vegetal por cima e bata a carne com o fundo de uma frigideira para espalmar (usei o rolo da massa e bati sempre no mesmo sentido e delicadamente). Deve ficar com 0,5 cm de espessura.

Para panar a carne, alinhe 4 pratos. Da esquerda para a direita, deite o sal e a pimenta num, a farinha no segundo, o ovo batido no terceiro e o pão ralado no último. Quando passar pelo ovo, deixe escorrer antes de passar para o pão. Quando pasar no pão, sacuda para retirar o excesso.

Aqueça uma frigideira e deite um bom bocado de azeite e, quando estiver bem quente, vá colocando os pedaços de carne. Cozinhe cerca de 2 minutos e depois agite cuidadosamente para os cobrir com azeite. Vire a carne e continue a cozinhar por uns minutos, até ficar dourada e estaladiça. Retire para um tabuleiro coberto com papel absorvente e tempere com sal e pimenta. Emprate e regue com um pouco de sumo de limão e azeite virgem extra.

Espero que gostem!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Cancro na tiróide

É frequente ver o programa do Dr. Oz, que ensina e sensibiliza as pessoas para determinados aspetos, não só relacionados diretamente com a medicina, mas também com o quotidiano.

Se, num dos programas abordou o assunto das limpezas domésticas e do perigo na utilização e combinação de detergentes, o programa a que assisti hoje, deixou-me um bocadinho preocupada.

Já fiz mamografias. Aliás, a primeira que fiz foi aos 16 anos. O médico recusou-se a fazer, e tive de ir a outro hospital, pois o médico de família suspeitava o pior. Felizmente não foi o caso, mas os meus pais fizeram questão de garantir que não passava de uma suspeição. O meu caso foi revelado com um auto teste, resultado das aulas de saúde frequentadas no 9º ano!


(Imagem retirada da Internet)

A questão é que depois dessa, fiz mais uma série delas ao longo dos últimos 17 anos. E, hoje, o programa do Dr. Oz explicava que, quem se submete a este tipo de exames, bem como aos raio-x orais, pelo menos 5 vezes na sua vida, tem 4 vezes mais probabilidade de desenvolver cancro na tiróide pela exposição à radiação.

Para prevenir, sugere a utilização de um protetor da tiróide. Ora, das carradas de vezes que fiz este exame, tendo inclusive de o repetir por não ser de fácil interpretação, ou porque não consegui ficar na posição desejada, nunca me sugeriram a utilização desse colete. Não é de estranhar, já que em determinados aspetos estamos a anos luz dos americanos. Eu fico a pensar, quem é que está mal?, somos nós?, são eles?.

(Imagem retirada da Internet)

Já diz o ditado: "Mais vale prevenir que remediar!"

quarta-feira, 14 de março de 2012

Trabalhar em casa

(Imagem retirada da internet)



Tenho pensado em criar um novo blogue, titulado: "Trabalhar em casa". Sempre que comento que trabalho em casa, as pessoas, principalmente mulheres, ficam empolgadas e a invejarem a sorte que tenho.

Pergunto eu: Sorte? Preocupar-me com a roupa por estender? Preocupar-me com a cozinha por arrumar? Ou com a cama por fazer? Ou com o que é preciso descongelar para preparar o jantar? Importam-se de pensar no facto de não terem contacto com outras pessoas? Fazem ideia da solidão que é passar 9 horas do dia sem ver viv'alma? Fazem ideia do que é passar horas sem falar com ninguém?

A quem recomendo trabalhar a partir de casa? A pessoas impossibilitadas fisicamente de ir para o escritório. A pessoas que têm filhos pequenos e precisam de tomar conta deles, ou optam por querer tomar conta. A todas as pessoas fartas do trabalho do escritório e que tenham mau relacionamento com chefias e/ou colegas. Passarão, com certeza, a valorizar muito mais o que têm.

As saudades que tenho dos transportes públicos, das asneiras que ia dizendo ao longo do dia, do chefe que chegava sempre atrasado e de mau humor, de beber café com os colegas, de almoçar e passear pelo Chiado. Basicamente, ver e falar com pessoas, pensar no que nos rodeia. E adormecer no comboio? Que saudades!

Outro ponto, é que as pessoas pensam que trabalhar em casa é sinónimo de arrumar a casa, ou estar disponível para ajudar a fazer os recadinhos que os familiares não têm tempo. Errado. Às vezes, temos de trabalhar mais do que quem partilha o escritório com a chefia.

E pronto, desabafei.

Oportunamente edito umas receitinhas.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Biscoitos de canela

Isto de existir UM dia da mulher, é uma grande treta. Meninas, deviamo-nos unir e exigir que TODOS os dias fossem declarados dia da mulher. Isto porque, esforçamo-nos por ser melhor pessoa, melhor dona de casa, melhor mãe, melhor profissional e, a mais bonita. Conseguimos realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo. Buscamos continuamente a harmonia. Queremos sentir a paz interior, quando estamos num verdadeiro rebuliço. Não somos chatas, somos exigentes. Basta um abraço para nos sentirmos amadas, desejadas e realizadas. Somos felizes. Somos lutadoras. Somos sonhadoras. Por isto, e muito mais, gosto de ser mulher! Obrigada mãe!

Convido-vos a comerem um bolinho de canela, que foi o doce deste fim de semana, e que aprendi a preparar com a colher de pau (aqui).

Antes de ir ao forno:

Depois de ir forno:

Obrigada!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Eficiência dos serviços públicos

Venho contar uma história, que não começa por "Era uma vez".

Antes de ir de férias, a 09 de Fevereiro último, quis entregar a declaração periódica do IVA. Tinha a certeza absoluta de que estava a escrever bem a senha, já que, ao alterar escrevi para consulta futura. Na eventualidade de o caps lock estar ligado e, eu não me ter apercebido, lá escrevi em maiúsculas, conclusão, acesso bloqueado. Ligo para o call center e informo que tenho o acesso bloqueado, mas como vou estar fora de Lisboa, precisava saber se podia entregar noutra repartição. A menina disse que sim, e eu desliguei descansadinha da vida.

Primeiro dia de férias, prioridade: entregar a declaração. Lá fui, cheia de vontade de resolver, já que havia acabado de pagar uma multa, e não estava na disposição de pagar outra. Chego e explico o motivo da minha deslocação, ao que esclarece a funcionária que a entrega tem de ser obrigatoriamente entregue através do site. Eu perguntei se era possível resolver de outra maneira, respondeu que não. Fiquei estupefacta por o meu querido Governo, não proporcionar alternativa, quase obrigando o contribuinte ao pagamento da famosíssima multa, seguida de coimas que nos deixam com os olhinhos em bico. Saí de lá furiosa, com vontade de espancar o sr. primeiro ministro e a trupe toda. Até que, a senhora funcionária, vem a correr atrás de mim, a dizer que, afinal, podia entregar-me uma senha de acesso que tem 5 dias de validade. Para mim, até podia ter apenas uma hora de validade, pois pretendia entregar e ponto final. Lá volto à repartição, mais descansada e crente de que ia resolver. Como às vezes parece que o universo se une para nos tramar, não é que ninguém tinha perfil para activar a p* da senha? E eu ali, à espera. Como estava de férias, e esforço-me por ser a favor da paz e amor, e porque o chefe estava preocupado com a hora do almoço, respondi que não havia problema, voltaria da parte da tarde. Voltei, e continuavam sem poder activar. Tudo bem, não tem problema, tenho até ao dia 15 (quarta) para resolver. Peace and Love! E lá fui para casa.

No dia seguinte, terça, volto às finanças, logo pela manhã! Os administrativos, já me olhavam de lado, naquela: "Lá vem a chata de novo... Esperemos que a senha funcione para ver se nos larga a breguilha." Continuava a não funcionar. Com a paciência a roçar a barreira do limite, perguntei se propunham alternativa, eis a resposta de uma "gorda" (de esclarecer que não era gorda fisicamente, mas sim psicologimente, pois não tenho nada contra as pessoas com peso acima do desejado) que nem se dignou a levantar o c* da cadeira: "Ela que procure noutra repartição". Respondi, educadamente, e sem levantar o tom de voz: "NÃO ESTOU PARA PROCURAR EM TODO O TERRITÓRIO CONTINENTAL, UMA REPARTIÇÃO QUE TENHA CAPACIDADE PARA ACTIVAR A SENHA. VOLTO AMANHÃ." (Neste momento estou a teclar com tanta força, que acho que a vizinha está a ouvir...) E assim fiz, no dia seguinte, último para entrega, volto e, uma vez mais, continuam sem activar aquela porr*. Muito bem, quero o livro de reclamação. Ao escrever, esclareci que havia bloqueado o acesso, que a funcionária havia proposto outro senha, mas que durante 3 dias não conseguiram activar por dificuldades de perfil, e que, pretendia que com a minha reclamação, nenhum outro cidadão tivesse de passar pelo mesmo. (Nada agressivo, mas na minha opinião bastante assertivo) Sabem quem é que levantou o c* da cadeira? A gorda! Chega perto de mim e pede o meu número de telemóvel e o nome, pois assim que for possível activar, entra em contacto comigo. Respondi que não via o porquê, pois ia dar uma volta até Coimbra e, pelo caminho procuraria uma repartição. Aqui mordi a língua, pois a minha vontade foi responder: "Sua p* vou fazer aquilo que me sugeriste à 2 dias atrás, quando nem sequer te dignaste a levantar da cadeira e nem sequer olhaste para a minha cara". Lá está, Peace and Love.

E se eu não tivesse carro? O que aconteceria? É que as repartições de finanças não são bem como um café ou uma padaria, em que damos um pontapé numa pedra e aparece um logo na esquina.

Amoçámos e depois, decididos a resolver a minha situação, quem é que me liga, estava eu a poucos metros da repartição de Condeixa? A gorda! "Ah, e tal, é só para avisar que já podemos activar, por isso, pode ir a uma repartição!" AFINAL ERA UM MAL GERAL... Ora mesta! E a senhora a sugerir que eu fizesse quilómetros! Vá-se entender.

Adivinhem o que acabo de receber! A resposta à minha reclamação! Que foi arquivada, pois entendem que não existiu mau atendimento, e que os assistentes da repartição tudo fizeram para me ajudar. Eacrescentam que, se eu pretender, posso avançar com a reclamação para um departamente (onde devem estar os amiguinhos) com um nome extremamente interessante: "Missão para a Qualidade no Serviço ao Contribuinte!" Bonito, né verdade! Encho-me de orgulho de termos tal departamento! Ainda bem que nem todos os cêntimos são para pagar as almoçaradas e os carros caros e os relógios que oferecem uns aos outros cujo valor ultrapassa largamente todo o recheio da minha casa. E se fossem todos dar uma volta? Não mando a minha reclamação para lado nenhum e recuso-me a gastar um cêntimo que seja. O meu objectivo ao reclamar era o de exigir que os serviços informáticos e tudo o demais, funcionasse eficientemente. Afinal, para que é que vos suportamos?

E pronto, desabafei.

terça-feira, 6 de março de 2012

Robalo grelhado

A célebre frase do "não negue à partida uma ciência que desconhece", pode transformar-se em "não negue à partida uma loja que nunca visitou"! Pois é, a minha mãe já me havia pedido para visitarmos uma frutariazinha que abriu num bairrozinho próximo do nosso, defendendo que devia ter preços de morte, sempre me recusei a ir lá. Até que, este fim de semana cedi, e, a caminho do mercado, lá decidimos parar e espreitar. Aqui a menina aprendeu uma grande lição! Logo à entrada, saquinhos de fruta, bem fresquinha, por apenas 0,59€ o kg. Estranho... Foi o que eu pensei. Lá dentro, mais saquinhos de fruta. Perâs, maçãs de diferentes variedades e sei lá mais o quê. A fruta e os legumes com excelente aspeto e os preços super convidativos. Perguntámos o porquê dos saquinhos e, o senhor explicou tratar-se de peças mais miúdas. E eu, que prefiro as peças mais pequenas! Além de outros produtos, vendem pãozinho de lenha 0,02€ mais barato do que o do mercado e do que o da nossa vila, isto de acordo com a minha mãe, já que o pãozinho daqui saí do forninho da Ritinha!

Ora bem, comprei: 1 saco de pêra rocha, 1 saco de maçãs vermelhas (não sei o nome técnico), 1 saco de maçãs reineta, laranjas avulso, bananas avulso, 1 pedaço de abóbora, 1 couve flor, 1 courgete, tudo isto por 5,80€ e, fico com fruta para quase 2 semanas, considerando que consumimos aproximadamente 6 peças por dia. E pronto, a senhora do mercado perdeu duas clientes!

Se no sábado ao almoço apeteceu-me ervilhas com ovos escalfados, ao jantar, apeteceu um robalo grelhado, acompanhado de batata cozida e couve flor cozinhada em vapor.





Não tem qualquer ciência, apenas tenho a comentar que os robalos foram temperados com sal, sumo de limão e ervas aromáticas, tais como o alecrim e o tomilho seco.

As batatinhas foram cozidas na panela de pressão por 10 minutos (poupança de energia!) e a couve flor cozi também na panela de pressão, no cestinho para cozinhar a vapor.

Espero que gostem!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ervilhas com ovos escalfados



Mais um fim de semana que não possou a correr, mas sim a voar! Começou mal, já que o nosso Benfica perdeu. Nem vou comentar. Porque sou senhora, e não percebo nada de futebol, e porque sou uma senhora, e nao vou chamar nomes a nenhum dos protoganistas. Cheguei atrasada à aula de espanhol, não apenas porque saí tarde de casa, mas porque o túnel do Marquês estava encerrado. Fui visitar uma casa aqui da zona que está para alugar, numa de sondar se valeria a pena mudar já que pedem o mesmo valor de renda com direito a mais um quarto. Não morri de amores, por ser um 4º andar sem elevador, por não ter fogão, por estar pintada de amarelo canário, por ter um quarto com uma janela mínima, por ter uma varanda que não chega aos calcanhares da que temos, enfim. Para já, só temos uma certeza, negociar o valor da que habitamos.

Este fim de semana só cozinhei o que me apeteceu, e o meu almocinho de sábado foram dois ovinhos escalfados maravilhosamente com ervilhas. Confesso que não se pareceu muito ao da mãezinha, mas com prática lá chegarei!

Ingredientes para 1 gulosa: - 1 taça de ervilhas; - 1/2 cebola picada; - 4 fatias de bacon; - 1 lt de água fervente; - 2 colheres de sopa de polpa de tomate; - azeite q.b.; - sal q.b.; - algumas gotas de vinagre; - 2 ovos.

Modo de preparação: Comece por refogar a cebola picada. Acrescente o bacon e deixe fritar um pouco. Adicione as ervilhas e depois a água fervente. Acrescente a polpa de tomate e tempere com sal. Deite algumas gotinhas de vinagre para ajudar a escalfar os ovos. Com o apoio da colher de servir a sopa, deite o ovo dentro da colher, espere um a dois minutos e depois deixe submergir na água. Deixe cozinhar por 10 minutos em lume brando. Pode acompanhar com arroz branco.

Espero que gostem!

sexta-feira, 2 de março de 2012

A nossa mini horta

Em jeito de imitação, e porque as ideias nunca são demais, venho atualizar as fotos da nossa mini horta!






Foto 1 - Vista geral Foto 2 - Ervilhas

Foto 3 - Ervilhas ao pormenorFoto 4 - Couve roxa Foto 5 - TomateiroFoto 6 - PimenteiroFoto 7 - Alfaces
Foto 8 - Agriões e mais alfaces :)Foto 9 - MorangueiroFoto 10 - MalaguetasFoto 11 - Ervas aromáticas





Espero que gostem!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Panadinhos de carne com arroz de cenoura



Há uns 5 meses atrás, a minha vida resumia-se a trabalhar, cozinhar e limpar. Sem grandes responsabilidades, ia fazendo conforme nos apetecia, ou dava jeito. No entanto, andava insatisfeita, sentia-me um bocado incompreendida, e um bocado inútil. Aos poucos, o caso foi mudando de figura. Perdi o amor ao dinheiro, e inscrevi-me na natação. Com a natação chegou o Zeca. Com o Zeca, os 4 passeios por dia, a responsabilidade de certificar se a comida está disponível e se a aguá está limpa, sem esquecer os momentos em que pede atenção e lá tenho de andar a correr atrás dele, ou a esconder-me para ele me encontrar. Depois, os jantares com as amigas deixaram de ser esporádicos para serem mensais. Depois, e ainda bem, as saídas com o maridinho passaram a ser regulares. Depois, veio a vontade de voltar a estudar, e lá me inscrevi para retomar o curso de espanhol que é para levar até ao fim. Isto para dizer que a busca por receitas diferentes, e a leitura de livros de culinária para aprender e inspirar, ficou um bocadinho em standby.

Por isso, as refeições voltam ao que sei, ou ao que parece mais simples, assim foi ontem, com uns panadinhos.

Ingredientes para 3: - 3 bifanas (temperadas com: - sumo de limão: - sal; - colorau; - alho picado); - 1 ovo; - farinha e pão ralado q.b.; - óleo para fritar; - 2 medidas de arroz (usei chávena de café); - 4 medidas de água; - 1/2 cebola picada; - 1 cenoura (cortada a gosto); - azeite q.b.; - sal.

Modo de preparação: Tempere as bifanas e deixe a marinar. Entretanto, prepare o arroz. Ferva a água. Faça o refogado, quando a cebola picada estiver branda acrescente o arroz e deixe fritar um pouco. Adicione a cenoura, mexa um pouco e acrescente a água fervida. Tempere de sal e deixe cozinhar por 15 minutos. Enquanto o arroz cozinha, aqueça o óleo, corte os bifanas e passe por farinha, ovo e pão ralado. Frite em óleo quentinho.

Espero que gostem!