quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Em busca da felicidade!

Concretizado o sonho da maternidade eu, que tenho a mania de definir objetivos para um futuro pleno de sucesso pessoal, familiar e profissional e sem grandes sobressaltos, sou confrontada com o Eu-Desorganizada e com o Eu-Desesperada.
 
É verdade. Senti um enorme vazio. Uma sensação estúpida de insatisfação. Sem vontade para tratar de coisas para as quais anteriormente teria toda a genica do mundo e que rapidamente despacharia.
 
Enervava-me o facto de, além de não ter energia para mexer uma palha, parecer que todos os dias fazia as mesmas coisas, que por muito que me esforçasse a casa parecia estar por limpar. Sempre. Todos os dias. Ora, para quem luta para viver diariamente com alguma harmonia, este cenário não é o mais aprazível.
 
Reparei em coisas que, noutros tempos, ignoraria, como por exemplo: "Porque raio o meu gajo não consegue deitar o rolo de papel no lixo quando este acaba?". Antigamente, pegava no rolo e deitava na reciclagem sem problemas, mas hoje, e cansada como me sinto da rotina, estes pequenos gestos fazem a diferença.
 
Dei por mim a vasculhar os assuntos mais vastos na busca de um entendimento para a minha insatisfação. Sinceramente, parecia que havia perdido o rumo neste processo de ser mulher-mãe.
 
Foi então que me deparei com o Feng Shui que senti interiormente responder às minhas necessidades e, de alguma forma, motivar-me a fazer mais e melhor.
 
Como frequentar o curso revelava-se despendioso, comecei a ler na internet tudo o que parecia interessante em relação a esta prática milenar, assim como a ver vídeos no youtube.
 
Rapidamente percebi, tal como já suspeitava, que a minha casa estava a sugar as minhas energias. Assim, comecei por fazer pequenas alterações que em muito me ajudaram (ou distraíram) a sentir novamente o bichinho da organização e limpeza.
 
Decidi mudar de postura iniciando o meu dia com um novo hábito que implica:
 
1. Escrever o que tenho pendente e que quero concretizar nesse dia;
2. Escrever uma mensagem positiva, que reflita o meu eu interior e não o meio que me rodeia;
3. Tentar ser objetiva e prática.
 
Reparei que por muito que não me apeteça realizar uma determinada tarefa, por exemplo, lavar a loiça, sei que assim que a começo facilmente estarei mais disponível para, no momento seguinte, executar outras que estão pendentes e que exigem a minha atenção.
 
Com esta prática, ainda muito precoce, sei que me educarei a ser melhor pessoa e que o meu quotidiano será bem mais simples.
 
É importante meditar em quem somos, o que queremos ser, como nos sentimos, o que entendemos ser importante melhorar, quais os passos que mais se adaptam às nossas necessidades, para que nos sintamos felizes. Não precisamos ter o último gadget, nem precisamos viver na abundância. Por vezes, sentirmo-nos felizes só por acordar é suficiente para termos um dia milagroso!

4 comentários:

  1. Escreve numa follha e coloca em local visivel :

    1- A desordem não nasceu num dia só (por isso não posso arrumar tudo de uma vez)
    2- Fazer um bocadinho é melhor do que não fazer nada
    3- Vou fazer apenas 3 tarefas (defines e tentas fazer)

    BOA SORTE (Compreendo-te lindamente e tenho uma novidade pa te dar...boa parte das mulhres sente o mesmo que tu...sim, e eu também).

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  2. É um sentimento normal no início da maternidade ...mais informo que só lá para os 4 anos da pequena é que vais conseguir começar a voltar a ter tudo mais organizado ...até lá coragem e relaxa :) somos todas assim!
    Bjs

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  3. Como eu te compreendo e a princesa cá de casa já vai nos 14 meses e mesmo assim ainda não voltamos ao ritmo anterior :)

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  4. Muito obrigada pelos comentários e partilha. É importante sentirmo-nos importantes no papel de pais quando o nosso mundo gira à volta de uma pequenina criança! Não devemos desprezar totalmente os nossos interesses. Até já!

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