quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Passaram dez meses

e a minha princesa continua a crescer linda e saudável. Antes de decidir escrever este post pensava no cómico que foi o momento de rebentarem as águas. Sei que pouco, ou nada, tenho falado sobre a maternidade e sobre o parto, talvez agora seja o momento!

Estava na reta final da gravidez, faltavam precisamente dois dias para completar as 39 semanas. Fui sozinha àquela que seria, sem eu prever, a minha última consulta. A médica fez o toque e provocou a saída da rolhão. Tive dores horrorosas. Mal falei com ela. Saí do gabinete e fui diretamente à casa de banho, prevenida que estava de eventual sangramento. 

Tinha de ir esperar pelo marido que teve uma reunião inadiável, e o tempo que esperei pareceu uma eternidade. Na paragem do autocarro as lágrimas caíam pelo rosto e, por muito que me esforçasse, eu não consegui evitar. Chorei de medo. Ansiedade, talvez. Senti-me muito frágil. Queria um abraço. Tal como agora ao relembrar aquele dia. 

Chegada a casa quis, e precisava, de descansar. Deitei-me no sofá e fiquei atenta às contrações como sugerido. Tudo muito calmo. Tudo muito normal.

Era uma sexta feira e tínhamos muito por fazer. A mãe veio ajudar a limpar o quarto da bebé. E eu, sem perceber que a bebé chegaria daí a poucos dias, retomei as minhas atividades normais.

Não me lembro do dia de sábado. Parece que fiz reset.

Domingo. Domingo é outra coisa. Lembro-me bem deste dia. Acabei a limpeza do quarto, e preparámos a decoração. Pendurámos os cortinados. Colocámos o tapete. Escolhemos os primeiros brinquedos. Montámos o muda fraldas. Organizámos o cestinho com as fraldas e produtos de higiene. E, no final do dia, estávamos prontos para receber a nossa menina.


Como podem ver, o Zeca instalou-se logo!

Passava das onze da noite quando me fui preparar para dormir. Estava exausta. Senti dentro de mim algo estranho, como se algo tivesse saído do sítio e ouvi um "Ploc". (Agora a parte engraçada!)

Comentei com o S. que me disse; "Vai dormir. Isso é cansaço. Hoje não paraste."

E fui, mas ao chegar ao fundo do corredor rebentaram as águas. 

E eu gritei: "S. vem rápido. Rebentaram as águas!" 

Ele vem ter comigo e diz: "Oh! Isso não é nada. Vai descansar."

Eu, em pânico "Mas, rebentaram as águas!!! Temos de ir para o hospital"

Ele insistia que eu tinha de descansar.

Eu queria ligar para o cunhado, recém-licenciado em medicina. Ele queria que fossemos discretos.

Foi quando me lembrei de começar a contar as contrações e fizemos um trato: se as contrações acontecessem com uma regularidade de 5 min durante 1 hora iríamos para o hospital. Ele aceitou. (Nesta parte devem estar todos a gritar: "Mas rebentaram as águas, ou seja, estás em trabalho de parto!" Eu sei, mas o meu querido achava era que eu precisava de descansar!) Claro que as contrações aconteceram a intervalos de 5 min aproximadamente. 

Imaginem o ridículo, eu sentada na cama, com uma toalha de banho por baixo. A meu lado o telemóvel para controlo do tempo. O marido ao lado a pedir para eu respirar calmamente. E a cada contração eu gemia de dor. (Até fico sem fôlego ao lembrar o que sofri)

Mas, tinha de cumprir uma hora. E cumpri. No final eu disse que tínhamos de ir. E foi só quando eu disse que a bebé podia ficar sem líquido que lhe caiu a ficha. 

Mesmo assim, ainda esperei que ele tomasse banho e se preparasse para sair. Tinha as malas preparadas, mas sabia que faltavam pequenas coisas que fui pedindo para ele colocar na mala.

Eram perto das duas da manhã quando chegámos ao hospital. Estava com dois dedos de dilatação. E continuava a sair água como se estivesse a fazer chichi sem conseguir controlar. 

Uma enfermeira veio buscar-me ao gabinete e indicou-me a casa de banho onde deveria fazer o clister e vestir a bata. Aproveitei para tomar um duche! 

Depois, foi esperar. Esperar e esperar. A cada contração eu tentava lembrar-me do que aprendi na aula pré-parto, respirar calmamente pois no momento da contração o corpo fica rígido e se respondemos à contração estamos a apertar o bebé. E eu não queria magoar a minha menina então tentava relaxar. Ao passar a contração eu só pensava no quanto me apetecia dormir. Queria fechar os olhos e dormir. 

Suportei as contrações até às sete e meia da manhã. Não aquentava mais. Estava no meu limite de dor. Sentia-me esgotada. Pedi a epidural. Estava com quatro dedos de dilatação. Entre a epidural fazer efeito e ter pedido a segunda dose, consegui descansar um pouco, mas fiquei com a sensação que o pouco que descansei foram meros minutos. É impressionante como perdemos total noção do tempo. 

Entre a segunda dose, que deverá ter sido administrada entre as oito e meia e as nove da manhã, e o nascimento da Leonor que aconteceu às onze horas e um minuto, só me lembro de a parteira ter dito: "Já estou a ver o cabelo escuro!". 

E pronto, a partir daqui foi "Não faça força!" "Faça força!". Até ter uma enfermeira quase em cima de mim a ajudar a empurrar a minha princesinha. É que ao final de onze horas de sofrimento em que quase não sentimos força vital, pedir para canalizar a nossa força para um determinado sítio é coisa descabida. Eu sabia que estava a canalizar a minha força para a bacia, mas era como se o meu esforço fosse em vão. 

E a minha menina chegou. E a nossa vida mudou. A nossa família aumentou. Chorei. Foi um misto de emoções. Não sabia se rir, se chorar. Foi ver o fim do Rita-Ser individual para o Rita-Mãe. 

E sabem que mais? Ainda hoje dou por mim a pensar: "Sou mãe!" Como se fosse coisa rara. Como se fosse o feito mais extraordinário. E é.

Para todas as mães. Para aquelas que vivem pelos filhos. Lembrem-se todos os dias que por muito especiais que sejam os nossos meninos, nós também o somos! 

Este é o meu relato. Fazes-me muito feliz e contigo e por ti tornei-me melhor pessoa. Obrigada!

Aqui fica a primeira foto que tirei!


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Frango frito com batata frita

Parece excessivamente enjoativo? Soa demasiado a frito? Foi o que me apeteceu cozinhar ontem para o jantar e garanto que não estava enjoativo e soube muito bem. Por isso, e ainda que sem foto por motivos alheios à minha vontade, decidi partilhar como preparei uma refeição simples e saborosa.

Ingredientes:
- 1 frango;
- 2 dentes de alho;
- sal q.b.;
- colorau q.b.;
- picante q.b.;
- sumo de limão;
- óleo vegetal;
- manteiga;
- batatas.

Preparação:
1/ Corte o frango a gosto;
2/ Prepare a marinada laminando os alhos e temperando com o sumo de limão, sal, colorau e picante. Deixe o frango marinar enquanto descasca as batatas (eu cortei aos cubos).
3/ Aqueça o óleo para fritar as batatas (usei o fogão, se optar pela fritadeira será bem mais rápido) e coloque óleo numa panela larga e funda para fritar o frango.
4/ Seque bem as batatas e leve-as a fritar ao mesmo tempo que coloca o frango a fritar. Não precisa estar sempre a mexer o frango, basta que vá adicionando pequenas nozes de manteiga e que o lume não esteja muito alto.
5/ Escorra as batatas em papel absorvente e tempere com sal.

Sirva acompanhado de salada.

Por vezes as refeições mais saborosas resultam de ideias simples. Afinal, less is more! 

Espero que gostem!

Pró natal de presente eu quero que seja...

Mereço este miminho e, como podem ver, não peço nada de extraordinário. Até podia pedir uma máquina XPTO com lente XPTO, e resolução XPTO, daquelas que até o fumegar da comida fotografa. Mas não. Contento-me perfeitamente com uma máquina assim:

Assim, poderei devolver ao pai a máquina "emprestadada"! 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Os dias vão passando

e os meus objectivos estão quase concluídos. 

O destralhamento (parte 1, 2, 3, ... , n) continua. A um ritmo lento para não assustar o marido! Já despachei imensas coisas e outras tantas tenho em mente. E sinto-me bem melhor. Lembram-se de um anterior post onde comentei que o marido ao fazer a sua revisão do roupeiro separou apenas 2 camisas? Pois bem, na última revisão, acompanhado da quase profissional "destralhadora", foram despachados 10 sacos. Sim sim, isso mesmo 10 sacos. Tirei foto! Aliás fotos! Brevemente falarei sobre isto.

Além dos destralhamentos, que ao experimentarem verão que é do melhor para que a energia flua, também dei alguns retoques na decoração. É que ao destralhar também percebemos que alguns dos objectos podem ter uma nova vida. Por exemplo, tinha duas jarras altas que não sabia que uso dar estando já decidida a doá-las quando me lembrei de dar um new look ao espaço da lavandaria. Ficou bonito, quase coisa de revista (ficou mesmo!) só falta pintar a estrutura e depois preparar um belíssimo post para inspirar pessoas pouco criativas como eu. 

Outro exemplo que posso dar, e que foi um trabalho para o quarto da bebé, tem a ver com um quadro que o maridão despachou para a minha despensa. Com restos do cortinado do quarto da menina forrei a estrutura, e pendurei fotos. Ao preparar a estrutura pensei: "Estou a ter um trabalhão do caraças e no fim posso não gostar do resultado." Mas acreditem, ficou muito bom! 

É assim que tenho passado os meus dias, a dar pequenos retoques em coisas que tinha pendentes e que há muito implicavam comigo. 

Agora, o ridículo da coisa! Assim que tenha PILHAS, este blogue voltará a bombar! Como é possível em pleno avanço tecnológico alguém depender de pilhas? O carregador pifou e desde aí foi o descalabro. Já está no topo das prioridades!

Sejam felizes!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Leonor, diz: Olá!

Poderia escrever muitas coisas acerca da Leonor, e da Leonor nas nossas vidas, mas, quer acreditem quer não, apenas consigo escrever: "É a minha vida!". 


Talvez dentro dos próximos dias tire os óculos! Quem sabe? E talvez, dentro dos próximos dias, a mãe consiga escrever como o seu coração de mãe quase rebenta de tanto amor, paixão, carinho e orgulho!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Guisado de novilho e gnocchi

A minha filha é linda! (Tal como os filhos de todos os outros pais!) Anda na natação e passa 2/3 da aula a engolir água (mea culpa) e, uma vez ligeiramente em apuros, faz ruídos como que a tentar salvar-se da situação. Neste preciso momento, anda no andador de um lado para o outro a fazer o mesmo ruído que faz nas aulas. Só não fico preocupada porque hoje foi dia de consulta e a médica disse que está tudo bem com o sistema respiratório da bebé.

Da última vez que fui às compras, pela primeira vez baseei a compra numa lista de refeições a preparar. O que é óptimo pois além de não comprar ao acaso, é possível preparar diferentes receitas aproveitando os meus ingredientes. Ao mesmo tempo, podemos encontrar ingredientes que ou não existem ou acabaram de escoar. Foi o que aconteceu com o meu guisado de cogumelos e funcho. A última cabeça de funcho, de acordo com o colaborador, tinha sido vendida pouco antes. Além do funcho, também não encontrei a sidra seca. Alguém sabe em que zona do Continente o posso encontrar?

A receita serviu de inspiração para o guisado de novilho, sem cogumelos, sem funcho e com gnocchi!



Ingredientes:
- 1 cebola;
- 2 colheres de sopa de azeite;
- 1 dente de alho;
- 250 gr de carne de novilho;
- 2 tomates secos;
- 2 colheres de sopa de polpa de tomate;
- 100 ml de vinho branco;
- água q.b.
- 400 gr de gnocchi;
- água fervente;
- salsa picada;
- piri piri moído q.b.

Modo de preparação:
1/ Aqueça o azeite e junte a cebola deixando-a refogar.

2/ Junte a carne previamente temperada com sal (absorva a humidade da carne com papel de cozinha);

3/ Acrescente o alho. Tape e deixe cozinhar em lume brando. 

4/ Adicione o tomate seco cortado a gosto e a polpa de tomate.

5/ Junte o vinho branco e um pouco de água. Deixe cozinhar cerca de 30-40 minutos para que a carne fique tenra.

6/ Acrescente o gnocchi e cubra com a água fervente. Deixe cozinhar por 2 minutos. Polvilhe com piri piri e salsa picada e deixe apurar.

Foi a primeira vez que provámos gnocchi e gostámos! Espero que gostem!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Rosti de arroz com cenoura e creme de laranja

Comecemos pelo blogue que teve direito a um refresh! Que tal vos parece? Mais apelativo à arte culinária? É em jeito de homenagem pois no próximo dia 15 completa 5 anos! O que me deixa bastante impressionada e orgulhosa! É muito engraçado rever os posts anteriores, em especial os mais antigos. Percebe-se uma evolução, um esforço por acompanhar os blogues de culinária mais na berra, mas sempre sem perder a individualidade. Caso para dizer: "Gosto disto!"

E neste imenso apelo à minha veia para a culinária, fica uma receita digna de um restaurante vegetariano gourmet! Adianto que o marido não achou piada a um almoço sem a sua proteína preferida, a carne.

(Manual prático de cozinha vegetariana, pg 146)

Ingredientes para 6 pessoas:
- 50 gr de arroz selvagem;
- 900 gr de batatas;
- 30 ml de sopa de óleo de noz (usei vegetal);
- 5 gr de mostarda amarela em grão (usei mostarda líquida da normalíssima que todos temos no frigorífico!);
- 1 cebola finamente picada;
- 30 gr de folhas frescas de tomilho (usei salsa);
- sal e pimenta preta moída;
- brócolos e feijão verde para guarnecer;

Para o creme:
-  1 laranja grande;
- 350 gr de cenouras.

Modo de preparação:
1/ Comece por preparar o creme. Corte duas tiras grandes de casca de laranja e ponha-as num tacho com as cenouras. Cubra de água e deixe levantar fervura. Cozinhe durante 10 minutos ou até as cenouras estarem macias (cozi na bimby dentro do cesto: 100ºC / 20 min / vel 2). Escorra bem e deite fora as cascas, Esprema a laranja e deite 60 ml do sumo com as cenouras no robot de cozinha e triture até obter um creme (triturei na bimby: 20 seg / vel 5). 

2/ Coloque o arroz num tacho limpo e cubra com água.. Deixe levantar fervura e coza durante 30-40 minutos, até o arroz começar a abrir, mas ainda rijo. (Cozi na bimby dentro do cesto com 800 gr de água: 100ºC / 16 minutos / vel 4).

3/ Coloque as batatas com casca num tacho grande e cubra com água fria. Deixe levantar fervura e coza durante 15 minutos. Ao arrefecerem pele-as e rale-as grosseiramente para dentro de uma tigela grande. (Como a bimby estava ocupada, cozi no fogão, descascadas e cortadas aos quartos. Ao terminar triturei na bimby: 20 seg / vel 3). Misture o arroz.

4/ Aqueça 15 ml de óleo numa frigideira antiaderente e junte a mostarda em grão (como usei líquida, deitei diretamente no preparado da batata). Quando começarem a saltar, junte a cebola e deixe refogar durante 5 minutos, até ficar macia. Junte o preparado à mistura da batata, depois adicione as folhas de tomilho. Tempere a gosto.

5/ Aqueça o restante óleo na frigideira e junte a mistura da batata. Pressione bem e deixe refogar durante 10 minutos. Cubra a frigideira com um prato invertido (usei a tampa de um tacho ligeiramente untada com óleo). Vire ao contrário e coloque o rosti na frigideira. Deixe ficar ao lume durante mais 10 minutos. Entretanto, volte a aquecer o creme. Sirva o rosti com o creme, os brócolos e o feijão verde.

Bom apetite! 


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Risotto de cogumelos e frango

Hoje pensei: "Sinto que estou em contagem decrescente para o fim de ano e que tenho alguns projetos que pretendo concluir até lá." Alguém mais pensa o mesmo?
Como acho que tenho tempo para tudo (como se o dia tivesse 48 horas) decidi voltar às aulas de hidroginástica. Estava na dúvida entre natação e hidro, mas entre ter uma aula de 45 minutos de pura tensão com medo de me afogar a ter uma aula em que finjo queimar calorias, fiquei mesmo pela segunda opção.
Deixei-me de crises de ansiedade de cada vez que penso na quantidade exorbitante de coisas pendentes. Vou fazendo o que posso, quando posso e como posso. Ninguém vive na perfeição do mundo da fantasia, certo?
De volta à cozinha! Ontem, para o jantar: um maravilhoso (e guloso) risotto com restos de frango assado!
(Inspiração: Livro base Bimby, pg 72)
Ingredientes:
- 125 gr de cogumelos brancos;
- 1 peito de frango assado;
- 1 chalota;
- 1 dente de alho;
- 30 gr de azeite;
- 1 caldo de legumes;
- 300 gr de vinho branco;
- 500 gr de água;
- 300 gr de arroz para risotto;
- 1 colher de sopa de manteiga;
- 50 gr de quijo parmesão.
Preparação:
1/ Lamine os cogumelos e reserve;
2/ Desfie o frango (pode desfiar na bimby, mas eu optei por desfiar grosseiramente pois ao cozinhar na bimby com a lâmina inversa poderia ficar demasiado desfiado o que não seria do meu agrado);
3/ Coloque no copo a chalota, o alho e o azeite e pique 5 seg / vel 5;
4/ Adicione o caldo, o vinho branco, a água e o arroz e programe 16 min / 100º C / lâmina inversa / vel colher;
(A meio do tempo pare e envolva com a ajuda da espátula)
5/ Adicione o queijo e a manteiga e programe 2 min / 100º C / vel colher.
Sirva polvilhado com salsa picada e delicie-se!
Bom apetite!